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Por André Amadeus
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Publicado 06/06/2026 • 23:59 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Magnific
O melhor caso de uso da IA em 2026 talvez não seja para humanos
Enquanto empresas disputam espaço no mercado de inteligência artificial com ferramentas para produtividade e atendimento ao cliente, uma aplicação menos conhecida tem ganhado destaque em 2026. Em vez de atender pessoas comuns, a I.A. está ajudando a proteger animais silvestres e áreas de conservação em diferentes partes do mundo.
A plataforma EarthRanger utiliza inteligência artificial para monitorar espécies ameaçadas, rastrear movimentações suspeitas e apoiar equipes de campo em tempo real. Com isso, a ferramenta se tornou uma das principais apostas da conservação ambiental global.
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A história começou em 2012, quando a caça ilegal de elefantes atingiu níveis recordes na África. Na época, o pesquisador Jake Wall criou um algoritmo capaz de identificar quando um elefante permanecia imóvel por mais de 5 ou 6 horas.
O sistema enviava alertas por SMS para gestores locais que podiam verificar rapidamente uma possível morte do animal. Poucos anos depois, a iniciativa evoluiu para o EarthRanger, lançado oficialmente em 2015.
Após o lançamento oficial, a plataforma reúne dados de coleiras com GPS, câmeras, sensores remotos e relatórios de patrulha. A inteligência artificial analisa as informações e gera alertas para ajudar os guardas a agir com rapidez.
Atualmente, mais de 900 locais utilizam o EarthRanger em 6 continentes e 90 países. O sistema acompanha espécies como elefantes, girafas, chimpanzés e pumas, além de monitorar veículos, cercas e equipes de proteção ambiental.
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Além do impacto ambiental, a tecnologia também ajuda uma indústria específica bilionária. O turismo de safári na África, tradição no local, movimentou cerca de US$ 20,5 bilhões no último ano e pode alcançar US$ 39,2 bilhões até 2035 (aproximadamente R$ 198,6 bilhões).
Além disso, a Organização das Nações Unidas (ONU) estima um crescimento anual de 8% no turismo africano. Com isso, com a ajuda da I.A. em manter a conservação, o continente pode ultrapassar 120 milhões de visitantes até 2030.
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