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Habib’s, Ragazzo e Tendal: recuperação judicial envolve 151 restaurantes; veja a divisão

Publicado 28/08/2026 • 15:00 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • Grupo controlador do Habib's busca tempo para negociar com os credores
  • Processo de recuperação judicial envolve diversas unidades de restaurantes.
  • Grupo diz que tempo de proteção concedida pela justiça náo foi o suficiente.
Habib's e Ragazzo

Foto: AFP

Habib’s, Ragazzo e Tendal- recuperação judicial envolve 151 restaurantes; veja a divisão

A recuperação judicial do Grupo Gennius atinge uma grande estrutura formada por diferentes empresas e marcas do setor de alimentação. O processo reúne não apenas restaurantes, como o Habib’s, mas também holdings, franqueadoras e companhias ligadas à operação do grupo.

Nos documentos apresentados à Justiça, a empresa detalha como essa estrutura se divide e quais fatores contribuíram para o aumento da pressão financeira nos últimos anos.

Leia também: Quem são os credores do Grupo Gennius, controlador do Habib’s?

Recuperação judicial

Entre as operações do grupo, o processo alcança 151 restaurantes. Com isso, a divisão informada na petição do grupo fica da seguinte forma:

  • 119 unidades do Habib’s;

  • 26 lojas do Ragazzo;

  • 6 churrascarias Tendal.

Além das unidades dos restaurantes informados, o pedido de recuperação judicial reúne outras empresas ligadas ao funcionamento do Grupo Gennius.

178 pessoas jurídicas

A recuperação judicial inclui 178 pessoas jurídicas, além dos produtores rurais Alberto e Belchior Saraiva. Segundo o grupo, todas essas empresas mantêm relações operacionais e financeiras entre si.

Por isso, o Grupo Gennius pediu à Justiça que o processo trate as sociedades de forma conjunta. Vale relembrar que a recuperação judicial envolve a participação direta da justiça nas escolhas e negociações do grupo.

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Processo milionário

Apesar da referência a uma dívida bancária acima de R$ 300 milhões, o valor atribuído à recuperação judicial soma R$ 265,2 milhões. Desse total, o grupo informa:

  • R$ 22,3 milhões na Classe I;

  • R$ 241,7 milhões na Classe III;

  • R$ 1,1 milhão na Classe IV.

O documento também cita uma dívida bancária acima de R$ 300 milhões. No entanto, nesse trecho, o grupo não detalha por que esse valor supera os R$ 265,2 milhões incluídos no processo de recuperação judicial.

Leia também: Recuperações judiciais: Crise nas empresas começa na perda de lucro e vira ‘bola de neve mortal’, diz CEO da Excellance

Negociações anteriores

Antes da recuperação judicial, o grupo tentou ganhar tempo para negociar com os credores por meio de uma tutela cautelar. A Justiça concedeu inicialmente 60 dias de proteção patrimonial. Ainda assim, segundo a empresa, o período não bastou para fechar um acordo mais amplo.

A controladora do Habib’s afirma ainda que enfrentou bloqueios de contas, cobranças e dificuldades com fornecedores. Com a piora do caixa, decidiu buscar a recuperação judicial para reorganizar as dívidas e manter as operações.

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