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Quem são os credores do Grupo Gennius, controlador do Habib’s?
Publicado 28/08/2026 • 09:45 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 28/08/2026 • 09:45 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Loja híbrida do Habib’s e Ragazzo em Alphaville
Fachada de unidade híbrida do Habib’s e Ragazzo em Alphaville, com as duas marcas integradas no mesmo espaço.
A recuperação judicial do Grupo Gennius, controlador das redes Habib’s, Ragazzo e Tendall Grill, reúne R$ 265,2 milhões em dívidas e uma lista de credores que vai de bancos a trabalhadores, passando por empresas e pequenos negócios. No centro desse passivo estão as instituições financeiras, que têm R$ 177,9 milhões a receber, o que representa cerca de 67% do valor total submetido ao processo.
O Bradesco aparece como o maior credor financeiro, com R$ 81,4 milhões, seguido pelo Banco Original, com R$ 54,9 milhões, e pelo Daycoval, com R$ 32,1 milhões.
Juntos, os três bancos concentram R$ 168,5 milhões em créditos contra o grupo. O montante equivale a 63,5% de toda a dívida incluída na recuperação judicial e a quase 95% dos valores devidos aos credores financeiros.
Leia também: Habib’s entra em recuperação judicial com dívida de R$ 265,2 milhões

O Bradesco, sozinho, concentra cerca de 30,7% dos R$ 265,2 milhões incluídos na recuperação judicial. O Banco Original responde por outros 20,7% e o Daycoval, por 12,1%.
Somados, Bradesco e Original têm R$ 136,4 milhões a receber, pouco mais da metade de todo o passivo declarado pelo Grupo Gennius.
Além dos três maiores, aparecem na relação o Itaú, com R$ 1,05 milhão; o Ouribank, com R$ 746,6 mil; e a Genesis Securitizadora, com R$ 366,7 mil.
No total, os sete maiores credores financeiros somam R$ 177,87 milhões.
Apesar do peso dos bancos, a lista de credores não se limita ao sistema financeiro. Na recuperação judicial, as dívidas são separadas em classes de acordo com o tipo de credor e a natureza do crédito.
No caso do Grupo Gennius, a maior parcela do passivo, de R$ 241,7 milhões, está na Classe III. Esse grupo reúne principalmente credores sem garantia específica sobre bens da empresa, além de outros créditos previstos em lei. O valor corresponde a cerca de 91,1% da dívida total.
Os créditos trabalhistas, reunidos na Classe I, somam R$ 22,3 milhões, o que equivale a 8,4% do passivo. Outros R$ 1,15 milhão pertencem à Classe IV, composta por microempresas e empresas de pequeno porte.
A Classe II, destinada aos credores que têm garantia real vinculada à dívida, não aparece com valores na divisão do passivo apresentada pelo grupo.
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Siga o Times | CNBCO Grupo Gennius apresentou o pedido de recuperação judicial em 24 de agosto. O processamento foi deferido no dia seguinte pela 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, que nomeou a KPMG Corporate Finance como administradora judicial.
O grupo terá 60 dias para apresentar seu plano de recuperação, no qual deverá detalhar as condições propostas para reorganizar e pagar as dívidas submetidas ao processo.
A recuperação abrange empresas vinculadas à estrutura do Grupo Gennius e às suas operações próprias. As unidades franqueadas das marcas não necessariamente integram o processo.
Após a decisão, o grupo afirmou que a recuperação faz parte de seu processo de reestruturação financeira e que as operações seguem normalmente.
A recuperação judicial veio após uma tentativa de renegociação do endividamento fora desse instrumento.
Em junho, o Grupo Gennius iniciou um procedimento de mediação pré-processual e obteve proteção temporária contra cobranças enquanto buscava um acordo com os credores. Naquele momento, as dívidas envolvidas nas negociações eram estimadas em cerca de R$ 312 milhões.
O valor não é diretamente comparável aos R$ 265,2 milhões agora relacionados na recuperação judicial, que correspondem aos créditos submetidos ao processo.
Ao justificar as dificuldades financeiras, o Grupo Gennius atribuiu a deterioração de sua situação financeira a uma combinação de fatores acumulados nos últimos anos. Segundo a companhia, a pandemia afetou principalmente os restaurantes instalados em shoppings e grandes centros urbanos, com a redução do fluxo de consumidores.
O grupo também apontou mudanças nos hábitos de consumo e o avanço das plataformas de delivery.
Outro fator citado foi o aumento dos juros. De acordo com o grupo, parte relevante do endividamento bancário foi contraída durante a pandemia para sustentar as atividades e o capital de giro. Com o encarecimento do crédito nos anos seguintes, o serviço da dívida passou a consumir uma parcela crescente do fluxo de caixa.
Antes de recorrer à recuperação judicial, em junho, o Grupo Gennius iniciou um procedimento de mediação pré-processual e obteve proteção temporária contra cobranças enquanto buscava um acordo com os credores.
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