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Victoria Beckham Holdings alcança primeiro lucro em 18 anos e fatura 149 milhões de euros

Publicado 11/09/2026 • 21:58 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Victoria Beckham Holdings registrou seu primeiro lucro operacional desde a criação da marca, encerrando anos de resultados negativos.
  • A divisão de cosméticos ganhou protagonismo e já representa a maior parte das receitas do grupo.
  • Após alcançar a rentabilidade, a marca mira novos mercados e prepara a abertura de sua primeira loja permanente em Nova York.

Foto: Victoria Beckham

A Victoria Beckham Holdings, marca de luxo de Victoria Beckham, encerrou 2025 com um resultado histórico: pela primeira vez desde o lançamento da marca, em 2008, o grupo registrou lucro operacional. A companhia terminou o exercício com resultado positivo de £ 7,3 milhões , aproximadamente R$ 47,4 milhões , marcando uma virada após anos de prejuízos, investimentos dos acionistas e medidas para tornar a operação sustentável.

O resultado contrasta com o desempenho de 2024, quando a empresa apresentou prejuízo operacional de £ 1,6 milhão (R$11 milhões). A receita também manteve a trajetória de expansão e cresceu 15% no período, passando de £ 112,7 milhões (R$776 milhões) para £ 129,8 milhões (R$890 milhões). Foi o quinto ano consecutivo em que as vendas avançaram em ritmo de dois dígitos. O lucro antes dos impostos ficou em £ 3,38 milhões (R$23,5 milhões).

Outro indicador que evidencia a mudança de cenário é o Ebitda. O resultado passou de £ 2,2 milhões (R$13 milhões) para £ 12,1 milhões (R$83 milhões), mais de cinco vezes acima do registrado no ano anterior. O desempenho mostra que a empresa começa a converter o aumento das vendas em rentabilidade, mesmo diante de um ambiente mais difícil para o setor global de luxo.

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A expansão para além da moda teve papel importante na recuperação financeira. A empresa entrou no mercado de beleza em 2019, com o lançamento da Victoria Beckham Beauty, criando uma nova fonte de receita para o grupo.

O segmento já representa aproximadamente dois terços do faturamento da companhia, de acordo com o Financial Times. Itens de maquiagem, incluindo delineadores e bases, ajudaram a aproximar a marca de consumidores que não necessariamente têm interesse ou poder de compra para adquirir suas coleções de moda.

Enquanto isso, a divisão fashion também continua crescendo. Vestidos e peças voltadas para ocasiões especiais seguem entre os produtos de maior destaque, ao mesmo tempo em que a grife ampliou sua atuação em alfaiataria, bolsas e artigos de couro.

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A evolução acontece após um longo período de ajustes. Em 2024, apesar de um crescimento de 26,5% nas vendas, a empresa ainda apresentou prejuízo antes dos impostos de aproximadamente £ 4,8 milhões (R$33 milhões). Na época, Victoria e David Beckham, junto com a gestora NEO Investment Partners, continuavam aportando recursos para financiar a expansão e os esforços de redução de custos.

Nova York entra no radar

Com a operação finalmente no azul, a companhia passa a concentrar esforços na próxima etapa de crescimento. A marca planeja inaugurar sua primeira loja permanente nos Estados Unidos, em Nova York, prevista para setembro. A expansão internacional também mira regiões como os Estados Unidos e o Oriente Médio, enquanto a empresa busca aumentar sua presença comercial e desenvolver novas categorias de produtos.

A estrutura de liderança também foi reforçada. Sybille Darricarrère Lunel, que possui experiência na Christian Dior Couture, assumiu em 2025 o comando da divisão de moda. Na área de beleza, a operação é liderada por Lauren Edelman. A estratégia combina expansão geográfica, controle de despesas e diversificação do portfólio. A intenção é aproveitar o crescimento conquistado nos últimos anos sem repetir o histórico de perdas que marcou boa parte da trajetória da companhia.

A marca de Victoria Beckham começou com uma pequena coleção apresentada durante a New York Fashion Week e passou anos dependendo de investimentos para sustentar suas operações. Agora, quase duas décadas depois de sua criação, o primeiro lucro operacional representa uma mudança importante de patamar.

O desafio, a partir daqui, será transformar essa primeira temporada de resultados positivos em uma trajetória consistente de rentabilidade, enquanto a grife amplia sua presença internacional e fortalece suas operações de moda e beleza.

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