Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Voepass entra com pedido de recuperação judicial, declara dívida de R$ 429 mi e culpa a Latam
Publicado 23/04/2025 • 13:11 | Atualizado há 1 ano
Reino Unido vai proibir redes sociais para menores de 16 anos para “devolver às crianças a infância”, diz primeiro-ministro
O CEO da Rivian está adotando uma abordagem diferente da de Elon Musk para a empresa de robótica humanoide
Suíça rejeita plano para limitar população a 10 milhões, evitando confronto com UE
Forças do Reino Unido abordam petroleiro da ‘frota fantasma’ russa sob sanções
Mais da metade dos jovens de 9 a 17 anos usam IA para tirar dúvidas sobre o próprio corpo
Publicado 23/04/2025 • 13:11 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
Imagem de aeronave da VoePass.
Reprodução/Instagram
Em pedido de recuperação judicial apresentando na Justiça de Ribeirão Preto na noite da terça-feira (22), a Voepass declara dívidas totais de R$ 429 milhões e culpa a Latam como responsável pela piora da sua situação financeira, já agravadas depois do acidente aéreo em Vinhedo, em agosto do ano passado, e pela suspensão, em março deste ano, das suas operações pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Das dívidas da empresa aérea, R$ 209 milhões estão sujeitas à recuperação, dos quais há R$ 43 milhões em passivos trabalhistas, com mais de 400 processos, e R$ 3,4 milhões com empresas de pequeno porte.
A empresa declara ainda R$ 187 milhões em dívidas com credores extraconcursais, ou seja, de créditos não sujeitos à recuperação. Há ainda uma dívida em dólar.
“O Grupo Voepass não poderia deixar de indicar, já na largada, que a principal responsável por sua crise econômico-financeira e pelo correlato pedido de Recuperação Judicial é a Latam”, afirma o documento entregue pela empresa à Justiça, obtido pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
A Voepass tinha um contrato de codeshare (compartilhamento de voos) com a Latam desde 2014, mas alega no documento entregue à Justiça que esse acordo foi suspenso em setembro do ano passado em quatro das 10 aeronaves que faziam parte do contrato.
Além disso, a companhia afirma que a Latam deixou de fazer pagamentos da ordem de R$ 34,7 milhões, o que ajudou a agravar sua situação financeira. Esse valor é referente a custos das aeronaves paradas em solo.
É o segundo pedido de recuperação judicial da história da Voepass, que em outubro de 2012, então com o nome de Passaredo, buscou a Justiça para se proteger dos credores. O processo durou até 2017.
Em 14 de fevereiro, a Voepass havia conseguido na Justiça uma medida que garantia uma suspensão (“stay”) de 60 dias dos pagamentos dos passivos a seus credores, que venceu na metade do mês. Sem acordo com eles, teve que recorrer à recuperação judicial.
“A iniciativa ocorre em um contexto desafiador para o setor aéreo regional, que passa por uma diminuição da oferta de acesso ao transporte aéreo no interior do Brasil, e reflete o compromisso da companhia em preservar sua operação, manter o atendimento aos clientes e honrar seus compromissos com colaboradores e fornecedores”, afirma nota à imprensa da Voepass.
“Com todo o cenário enfrentado pela companhia nos últimos meses, esta foi a única saída para realizar uma reestruturação completa e garantir que a Voepass volte a oferecer um serviço essencial para o desenvolvimento do Brasil”, ressalta o presidente da companhia aérea, José Luiz Felício Filho, na nota.
A Voepass é assessorada pelos escritórios Daniel Carnio Advogados e Mubarak Advogados Associados, com assessoria financeira da EXM Partners.
Procurada, a Latam não se pronunciou até o fechamento desta matéria.
A nova recuperação judicial da Voepass não engloba os processos indenizatórios ligados ao acidente aéreo do ano passado, segundo a companhia. Quem está à frente desses processos é a seguradora. Em agosto do ano passado, um avião seu caiu sobre um condomínio residencial em Vinhedo (SP), causando a morte de 62 pessoas.
Siga o Times Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Seguir no Google“Caso o pedido de recuperação judicial seja deferido pela Justiça, todos os passivos da Voepass serão congelados e negociados com base em um plano detalhado que será elaborado para atender todos os credores”, afirma a empresa, por meio de nota.
Na sequência, a aérea destaca que o processo não inclui os processos relacionados ao acidente de Vinhedo. Com sede em Ribeirão Preto, no interior paulista, a empresa está sob rígida fiscalização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) desde o acidente.
Em março deste ano, o órgão interrompeu as operações da companhia por identificar problemas de segurança. Ao divulgar a recuperação judicial, a aérea disse que desde a notificação recebida pela Anac em março, vem atuando “de maneira colaborativa e transparente com o órgão regulador, apresentando todas as comprovações técnicas e operacionais exigidas, com foco na segurança e na retomada das atividades o mais breve possível”.
Em meio à suspensão da operação, a Voepass anunciou, em abril, a demissão de “parte do quadro” de funcionários, incluindo tripulação, aeroportuários e pessoas de áreas de apoio. Sem divulgar o número de desligamentos, a aérea afirma que a medida visa “readequar seu quadro de funcionários à nova realidade”.
—
📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, TCL Channels, Pluto TV, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Cantor americano Oliver Tree morre em acidente envolvendo helicópteros no RJ; saiba quem são as vítimas
2
Os fiascos que o Claude Fable acumulou em 96 horas expõem a Anthropic e Dario Amodei a um vexame sem precedentes
3
Vídeo mostra momento do choque entre dois helicópteros no RJ; seis pessoas morreram
4
Endrick não é titular por causa da New Balance? Patrocínio do jogador alimenta teoria nas redes envolvendo a Seleção e a Nike
5
EUA bloqueiam acesso de estrangeiros ao Claude Fable 5, da Anthropic, por razões de “segurança nacional”