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Zoop deve fechar ano com R$ 150 bi em transações e projeta alta de 50% em 2027, diz head comercial Jayme Canhada

Publicado 28/10/2026 • 15:48 | Atualizado há 15 minutos

KEY POINTS

  • Head comercial da Zoop afirma que volume transacionado deve saltar de R$ 36 bilhões no ano passado para R$ 150 bilhões neste ano.
  • Empresa projeta crescimento de 50% em 2027 com expansão de parcerias em finanças embarcadas.
  • Canhada diz que integração de pagamentos, conta digital, crédito e gestão pode reduzir a fragmentação enfrentada por pequenas e médias empresas.

A empresa de tecnologia para serviços financeiros Zoop deve encerrar este ano com cerca de R$ 150 bilhões em transações, ante R$ 36 bilhões no ano passado, e projeta ampliar esse volume em mais 50% em 2027. É o que afirmou Jayme Canhada, head comercial da empresa, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.

Segundo o executivo, a expansão reflete o avanço das chamadas finanças embarcadas, modelo que permite integrar pagamentos, conta digital, crédito e outros serviços financeiros diretamente às plataformas utilizadas pelas empresas.

“A Zoop transacionou R$ 36 bilhões no último ano. Esse ano a gente fecha com R$ 150 bilhões sendo transacionados e, com a expectativa já de todos os parceiros que a gente tem projetando para o próximo ano, de aumentar em 50%”, afirmou.

Canhada disse que o modelo tem ganhado espaço principalmente entre plataformas que atendem pequenas e médias empresas, segmento no qual ainda existe forte fragmentação entre sistemas de gestão, meios de pagamento, conciliação financeira e contas bancárias.

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“O principal ponto hoje é a fragmentação. Quando a gente olha para o mercado de pequenas e médias empresas, a gestão operacional do dia a dia desse empresário é um caos”, afirmou.

Finanças dentro da plataforma de gestão

A estratégia da Zoop é atuar como infraestrutura de pagamentos por trás de grandes ecossistemas digitais, permitindo que outras empresas ofereçam produtos financeiros com sua própria marca.

A companhia foi adquirida pelo iFood há pouco mais de dois anos e, além de atender empresas do grupo, fornece infraestrutura para outros ecossistemas, segundo Canhada.

Entre os exemplos citados está a parceria com a Tecnofit, plataforma de gestão voltada a academias, boxes e estúdios que atende mais de 17 mil empreendedores.

A solução permite concentrar em um mesmo ambiente funções como gestão, conciliação e produtos financeiros.

“Isso acaba trazendo em um só lugar toda a parte de gestão, conciliação e inteligência financeira”, disse.

Segundo Canhada, a integração reduz o tempo dedicado a tarefas administrativas e permite que as plataformas utilizem os dados que já possuem sobre seus clientes para oferecer produtos mais adequados à necessidade de cada negócio.

Dados podem ajudar na oferta de crédito

Canhada afirmou que plataformas especializadas conseguem conhecer melhor a dinâmica financeira dos pequenos negócios atendidos por elas do que instituições que analisam apenas demonstrações financeiras tradicionais.

No caso de academias, por exemplo, dados sobre recorrência de pagamentos e cancelamento de clientes podem ser usados para compreender a capacidade financeira do estabelecimento.

“Ela tem dados proprietários sobre aquela empresa e sabe gerir aquela empresa de uma forma muito mais eficiente que, eventualmente, um banco que vai olhar para um balanço”, afirmou.

Segundo ele, essas informações também podem contribuir para criar produtos de crédito mais alinhados ao fluxo de caixa de cada empresa.

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Canhada citou como exemplo um empresário que precise financiar a compra de um equipamento por seis meses, mas encontre no mercado linhas de crédito com prazos e custos pouco adequados à necessidade do negócio.

“Através de pagamentos, conta digital e crédito, fecha o seu ecossistema e empodera muito mais o pequeno e médio empresário”, disse.

Parceria com Tecnofit ainda está no início

Perguntado sobre ganhos concretos de eficiência ou redução de custos com a integração dos serviços financeiros, Canhada afirmou que a parceria com a Tecnofit ainda é recente e que não há uma base suficientemente ampla para divulgar percentuais.

“A gente lançou essa parceria tem dois meses. Nos testes que nós fizemos, sim, houve uma melhora bastante significativa. Eu não vou aqui abrir números porque é uma massa muito pequena”, afirmou.

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Segundo ele, os resultados poderão ser avaliados com mais precisão conforme a solução ganhar escala.

Modelo já foi aplicado no iFood

Canhada também citou o iFood Pago como exemplo de aplicação do modelo de finanças embarcadas.

Segundo ele, a iniciativa permitiu ao iFood ampliar a oferta de serviços financeiros para restaurantes que já utilizavam a plataforma, inclusive em um período de maior dificuldade de acesso ao crédito.

A estratégia, segundo o executivo, transforma a relação entre a plataforma e os estabelecimentos de uma prestação de serviço tradicional para uma relação mais ampla, com oferta de soluções financeiras.

“É isso que a gente busca quando busca parceiros no mercado: que eles tenham um relacionamento simbiótico com a sua base de clientes e que, à medida que essa base de clientes cresce, o negócio dele cresce junto e a Zoop, como player de infraestrutura, cresce também”, afirmou.

Mercado pode gerar R$ 120 bilhões em receitas

Canhada afirmou ainda que o mercado de finanças embarcadas tem potencial para gerar R$ 120 bilhões em incremento de receitas para empresas que incorporam soluções financeiras aos próprios ecossistemas.

Segundo ele, o avanço desse modelo não deve ficar restrito a grandes plataformas ou a setores específicos.

“Todo pequeno e médio empresário hoje tende, ou deveria ter, uma plataforma de gestão para poder gerir e ajudar no processo do dia a dia do negócio”, afirmou.

Para o executivo, a tendência é que essas próprias plataformas passem a incorporar cada vez mais soluções para fluxo de caixa, pagamentos, conciliação e crédito.

“Mais do que isso, ele vai ajudar na ponta aquele empreendedor que hoje não tem acesso”, disse.

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