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Quem foi Léa Garcia, homenageada no desfile campeão da Mocidade Alegre
Publicado 18/02/2026 • 22:33 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 18/02/2026 • 22:33 | Atualizado há 8 meses
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Foto: reprodução/Instagram/Kelly Ferreira Carnaval.
A Mocidade Alegre conquistou seu 13º título neste Carnaval 2026, em São Paulo (SP). A vitória veio pelo sucesso do enredo “Malunga Léa – Rapsódia de uma Deusa Negra”. Nela, a escola homenageou a atriz Léa Garcia e o protagonismo negro na dramaturgia brasileira.
Mas, afinal, quem é Léa Garcia?
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Nascida em 11 de março de 1933, no Rio de Janeiro, Léa Lucas Garcia de Aguiar era atriz de cinema, teatro e TV. Sendo um dos destaques do meio desde 1950, quando conquistou o segundo lugar na disputa pela Palma de Ouro na categoria de “Melhor Atriz durante o Festival de Cannes”, graças à sua performance no papel de Serafina em “Orfeu Negro” (1959). O filme, que recebeu o principal troféu do evento, também levou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, afirma o Gov.
Ela começou a carreira em 1950, em peças como “Rapsódia Negra”, no Teatro Experimental do Negro (TEN), uma companhia de teatro que apresentava peças com enredos que denunciavam a discriminação racial no Brasil, além de exaltar a herança africana cultural e humana no país. Fundado em 1944, por Abdias de Nascimento, o TEN se tornou um programa de teleteatro na TV Tupi no início dos anos 1950.
Na TV Tupi, Léa Garcia atuou nos programas “Grande Teatro”, durante os anos 1950, e no “Vendem-se Terrenos no Céu”, em 1963.

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Com um currículo extenso, preenchido por produções de todos os gêneros e formatos, Léa se destacou principalmente em produções como “Xica da Silva”, “O Clone e “Selva de Pedra”. No entanto, seu principal ato ainda foi na novela “Escrava Isaura”. Nela, fez a primeira grande vilã negra da televisão brasileira, em 1976. Na trama, sua personagem, Rosa, dificultava a vida de Isaura, protagonista da novela.
Além disso, conforme o IPEAFRO, em 2004 venceu o prêmio de “Melhor Atriz” no Festival de Gramado, pela obra “As filhas do vento”. Em 2013, ela vencia como “Melhor Atriz de Curta-Metragem” por “Acalanto”, no Brazilian Film Festival of Toronto.
Em 2016, ela atuou na novela “Êta Mundo Bom!”, de Walcyr Carrasco, e em “Sol Nascente”, de Walther Negrão, Suzana Pires e Júlio Fischer. Desde então, participou de diversas produções do Globoplay, como “Sob Pressão”, “Assédio”, “Carcereiros” e outros.
Por fim, a atriz Léa Garcia morreu no dia 15 de agosto de 2023, aos 90 anos. Na data, ela estava em Gramado para receber o Troféu Oscarito, no Festival de Gramado, conforme a Secretaria da Cultura do Rio Grande do Sul (RS).
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