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Esportes

Guardiola transformou Manchester City em potência global ao unir gestão, marca e desempenho, diz Cacá Bueno

Publicado 27/05/2026 • 12:50 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Manchester City deixou de ser coadjuvante do futebol inglês para virar referência mundial em gestão esportiva e comercial.
  • Segundo Cacá Bueno, sucesso do clube mostra que dinheiro sozinho não resolve problemas estruturais sem gestão eficiente.
  • Modelo do City influenciou SAFs e ampliou interesse de investidores internacionais no futebol brasileiro.

A transformação do Manchester City em uma potência esportiva e comercial nas últimas décadas mostra que investimento financeiro só produz resultados duradouros quando combinado com gestão eficiente, liderança técnica e planejamento de longo prazo, afirmou o piloto, empresário e notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Cacá Bueno, no quadro “Negócios em Jogo”, do jornal Real Time desta quarta-feira (27).

Segundo ele, o clube inglês deixou de ser apenas competitivo para se tornar uma referência global em desempenho esportivo, monetização de marca e expansão internacional após a chegada de Pep Guardiola.

Cacá destacou que, antes da chegada do treinador espanhol, o City já havia recebido grandes aportes financeiros sem conseguir consolidar uma identidade esportiva e administrativa sólida. “O dinheiro sozinho não estava funcionando”, resumiu.

Mudança estrutural

Cacá ressaltou que o Manchester City viveu uma transformação profunda desde os anos 2000. Segundo ele, o clube chegou a disputar a terceira divisão inglesa em 1998 e ficou fora da Premier League entre 1996 e 2002.

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O comentarista lembrou que o grande rival da cidade ainda era o Manchester United, que dominava o futebol inglês naquele período. “O Manchester City não era referência global”, frisou.

Ele explicou que a chegada de Guardiola representou uma mudança estrutural no modelo de gestão do clube, influenciando decisões relacionadas não apenas ao futebol, mas também à cultura organizacional, comunicação e posicionamento institucional. “O Pep Guardiola mudou completamente o patamar do clube”, apontou.

Gestão além do dinheiro

Cacá destacou que o sucesso do City ajudou a consolidar uma nova visão sobre investimentos esportivos e sobre o modelo das SAFs. “SAF não é só dinheiro”, afirmou ao lembrar que diversos clubes receberam grandes aportes financeiros sem resolver problemas administrativos ou estruturais.

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Na avaliação do comentarista, o City conseguiu transformar investimento em crescimento sustentável ao combinar estrutura financeira com continuidade administrativa e fortalecimento da marca global. “Quanto mais títulos, melhores jogadores; melhores jogadores trazem mais audiência, mais conteúdo e mais receita”, explicou.

Ele destacou ainda que o clube hoje possui média superior a 50 mil torcedores por partida, receitas anuais acima de 700 milhões de libras e valuation superior a 5 bilhões de euros, consolidando-se como uma das marcas esportivas mais valiosas do futebol mundial.

Nova identidade

Segundo Cacá Bueno, Guardiola também mudou a identidade esportiva do clube e influenciou o próprio estilo do futebol inglês, historicamente marcado por um modelo mais pragmático e físico. “O Pep Guardiola levou um pouco mais de alegria para o futebol inglês”, observou.

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O comentarista ressaltou que o treinador espanhol ampliou o espaço para jogadores sul-americanos, valorizou a posse de bola e ajudou a construir uma relação mais forte com torcedores jovens. “Ele cria uma conexão com a torcida e com uma nova geração de fãs”, destacou.

Cacá afirmou ainda que o City conseguiu construir uma nova base global de torcedores nas últimas duas décadas, impulsionada pela expansão internacional da marca do clube. “Foi construída uma nova massa de torcedores nesses 20 anos”, pontuou.

Sportswashing e investimentos

O empresário também comentou as discussões sobre fair play financeiro e o conceito de sportswashing, associado ao uso do esporte para fortalecimento da imagem de países e fundos soberanos.

Segundo ele, diversos grupos internacionais passaram a utilizar clubes esportivos como ferramenta de posicionamento global e reputacional. “Muitos fundos soberanos árabes usaram o esporte para limpar um pouco sua imagem”, explicou.

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Cacá ressaltou ainda que os investimentos ajudaram a transformar a Premier League na principal liga do futebol mundial. “Hoje todo mundo quer jogar na Inglaterra”, destacou.

Reflexos no Brasil

O comentarista também relacionou o modelo internacional ao avanço das SAFs brasileiras e ao interesse crescente de investidores estrangeiros pelo futebol nacional.

Ele citou negociações envolvendo a Inter de Limeira, além da participação de nomes como Ronaldo e Roberto Carlos em projetos ligados a investidores árabes.

Cacá afirmou que os investidores passaram a enxergar os clubes nacionais como ativos de entretenimento e geração de conteúdo. “Os investidores começaram a enxergar os clubes brasileiros como plataformas de entretenimento e conteúdo”, destacou.

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Na avaliação dele, o Brasil deixou de ser visto apenas como exportador de jogadores e passou a ser analisado também como oportunidade de negócios envolvendo transmissão, engajamento de torcida, geração de receita e conteúdo esportivo.

O comentarista concluiu defendendo projetos de longo prazo capazes de transformar clubes brasileiros em ativos globais de entretenimento esportivo. “Uma gestão bem feita no Brasil pode valer muito dinheiro lá na frente”, concluiu.

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