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Por André Amadeus
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Publicado 17/04/2026 • 16:55 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do esporte nacional, morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, após ser internado no Hospital Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, depois de apresentar um mal-estar.
A morte encerra a trajetória de um atleta que transformou o basquete brasileiro e se tornou referência mundial pela capacidade de pontuar.
Conhecido como Mão Santa, Oscar construiu uma carreira marcada por recordes, títulos e atuações históricas com clubes e com a seleção brasileira.
A assessoria do ex-jogador de basquete confirmou a morte em nota divulgada à imprensa:
Leia a nota na íntegra:
“É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma figura de imenso significado humano e esportivo.
Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida.
Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo.
A despedida se dará de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento.
Os familiares agradecem, sensibilizados, todas as manifestações de carinho, respeito e solidariedade recebidas, e solicitam a compreensão de todos quanto à necessidade de privacidade neste momento de luto.
Seu legado permanecerá vivo na memória coletiva e na história do esporte, assim como no coração de todos que foram tocados por sua trajetória.”
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Dono de arremesso preciso e personalidade forte em quadra, ele virou símbolo de uma geração e ajudou a popularizar o basquete no país.
Oscar Daniel Bezerra Schmidt nasceu em Natal, no Rio Grande do Norte, em 16 de fevereiro de 1958. Ainda jovem, começou no basquete e rapidamente chamou atenção pelo talento ofensivo.
Na adolescência, iniciou a carreira profissional no Palmeiras, onde deu os primeiros passos no cenário nacional.
Depois, defendeu o Sírio, equipe tradicional do basquete brasileiro. No clube, conquistou títulos importantes e ganhou projeção internacional no fim da década de 1970.
A carreira de Oscar atravessou fronteiras. Ele atuou por equipes da Itália, Espanha e voltou ao Brasil nos anos finais da trajetória esportiva. Entre os clubes defendidos estão Juve Caserta, Pavia, Fórum Valladolid, Corinthians, Bandeirantes e Flamengo, segundo publicado pela FIBA.
Na Europa, consolidou fama de grande cestinha. Em diversas temporadas, terminou como principal pontuador das competições que disputou, reforçando a imagem de jogador decisivo.
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Em 1984, Oscar foi selecionado no Draft da NBA pelo New Jersey Nets. Mesmo assim, optou por não seguir para a liga norte-americana. Na época, conforme publicado pelo Olympics, atletas da NBA enfrentavam restrições para defender seleções nacionais, e o brasileiro priorizou vestir a camisa do Brasil.
A decisão se tornou um dos episódios mais marcantes da carreira. Mesmo sem atuar na principal liga do mundo, ele seguiu reconhecido internacionalmente.
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Oscar disputou cinco edições dos Jogos Olímpicos: Moscou 1980, Los Angeles 1984, Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996. Também participou de quatro Mundiais.
Com a seleção, viveu um dos momentos mais emblemáticos no Pan-Americano de 1987, em Indianápolis. Na final contra os Estados Unidos, comandou a vitória brasileira e marcou 46 pontos.
Ao todo, somou 326 partidas e 7.693 pontos pela equipe nacional.
Oscar encerrou a carreira com 49.737 pontos entre clubes e seleção, marca que o colocou entre os maiores pontuadores da história do basquete.
Nos Jogos Olímpicos, tornou-se o maior cestinha da competição, com 1.093 pontos. Em Seul 1988, registrou média de 42,3 pontos por jogo e anotou 55 pontos contra a Espanha, recorde em uma única partida olímpica na época.
Oscar Schmidt deixou um legado de competitividade e talento que atravessou gerações. Representou a capacidade do basquete brasileiro de competir com potências mundiais e abriu caminho para jogadores nacionais no cenário internacional. Com sua morte, encerra-se uma era do esporte brasileiro.
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