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Basquete feminino fecha acordo histórico e salários sobem até 400%; mínimo supera antigo máximo
Publicado 20/03/2026 • 13:23 | Atualizado há 4 semanas
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Publicado 20/03/2026 • 13:23 | Atualizado há 4 semanas
KEY POINTS
Moore Perkins Carson
A WNBA, liga feminina de basquete dos Estados Unidos, anunciou na madrugada de terça para quarta-feira em Nova York um acordo que redefine a estrutura salarial da competição.
Depois de 17 meses de negociações, protestos públicos e o risco concreto de a temporada 2026/27 não acontecer, jogadoras e liga chegaram a um entendimento que permite às atletas receber até cinco vezes mais do que ganhavam.
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O número que resume a dimensão do acordo é este: o novo salário mínimo da liga, fixado em US$ 300 mil por temporada, é maior do que o antigo salário máximo, que era de US$ 249 mil.
A inversão ilustra o tamanho do abismo entre o que as jogadoras recebiam e o que passarão a receber.
O teto salarial por equipe saltou de US$ 1,5 milhão para US$ 7 milhões, alta de 366%. Com isso, toda a estrutura de remuneração foi reposicionada.
O salário máximo individual passou de US$ 249 mil para US$ 1,4 milhão. A média salarial foi de US$ 120 mil para US$ 600 mil. O mínimo, de US$ 66 mil para US$ 300 mil.
Em termos percentuais, os aumentos variam entre 354% e 463%, com média geral acima de 400%.
As jogadoras não negociavam apenas remuneração. O acordo também garantiu uma série de direitos que não existiam no modelo anterior. A partir de agora, todas as atletas viajam em voos fretados, incluindo temporada regular e playoffs, condição que as aproxima dos padrões da NBA.
O acordo estabelece requisitos mínimos para instalações de treinamento e vestiários, equiparando a infraestrutura dos times aos centros de alto rendimento da NBA.
Cada equipe passa a contar com número maior de profissionais de saúde, incluindo especialistas em saúde mental, nutricionistas e fisioterapeutas dedicados exclusivamente às jogadoras.
Na área de família e maternidade, o avanço também foi expressivo. O subsídio para congelamento de óvulos, fertilização in vitro e adoção foi ampliado. Jogadoras com filhos passam a ter direito a acomodações de dois quartos em viagens e ajuda de custo para babás. A licença parental garante pagamento integral do salário por períodos mais extensos, sem penalidades contratuais. O plano de aposentadoria foi reformulado com maiores contribuições da liga.
O acordo salarial reflete e alimenta um momento de ascensão da WNBA como marca. A liga está avaliada em US$ 4 bilhões, o maior valor desde sua criação. As franquias atingiram valor médio de US$ 269 milhões no último ano, salto de 180% em relação a 2024, quando a média era de US$ 96 milhões.
O crescimento de audiência respaldou um acordo de direitos de transmissão de US$ 2,2 bilhões pelos próximos 11 anos, cerca de US$ 200 milhões anuais, mais de três vezes o valor anterior de US$ 60 milhões anuais.
O caminho até o acordo foi longo e tenso. As negociações se estenderam por 17 meses, com atletas fazendo pressão pública e colocando em risco a realização da temporada 2025/26.
A ameaça de paralisação funcionou como catalisador para acelerar as conversas e consolidar um entendimento que, no fim, transformou as condições de trabalho no basquete feminino norte-americano.
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