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EXCLUSIVO CNBC: LIV Golf busca levantar até R$ 1,8 bilhão de investidores após saída do fundo saudita
Publicado 21/05/2026 • 20:00 | Atualizado há 4 semanas
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Publicado 21/05/2026 • 20:00 | Atualizado há 4 semanas
KEY POINTS
A LIV Golf está preparando uma nova rodada de apresentações para investidores a partir desta quinta-feira (21), em uma tentativa de levantar capital adicional para manter suas operações após o fim da atual temporada, disseram à CNBC pessoas familiarizadas com o assunto.
O circuito de golfe buscará captar entre US$ 250 milhões (R$ 1,3 bilhão) e US$ 350 milhões (R$ 1,8 bilhão) junto a potenciais investidores, segundo as fontes, que pediram anonimato devido à natureza confidencial das negociações. O banco boutique de investimentos Ducera Partners assessora a LIV Golf no processo de captação.
Partes da proposta vistas pela CNBC têm como alvo investidores qualificados e pretendem “recapitalizar completamente a LIV e impulsionar o caminho para a lucratividade”.
O movimento acontece semanas após o Public Investment Fund (PIF), da Arábia Saudita, anunciar que deixará de financiar as operações da LIV Golf após a temporada de 2026. O presidente do PIF, Yasir Al-Rumayyan, também deixou o comando da liga, fundada em 2022 ao lado do ex-golfista profissional Greg Norman.
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A liga informou no mês passado que implementou um novo conselho independente de administração, liderado pelos especialistas em mercados de capitais e reestruturação Gene Davis, da Pirinate Consulting Group, e Jon Zinman, da JZ Advisors.
A nova rodada de captação abre espaço para que o controle da liga seja dividido entre novos investidores, jogadores e executivos da própria LIV Golf.
A saída do PIF, porém, pode dificultar o processo de captação. Diversos relatórios publicados nos últimos meses estimam que o fundo soberano saudita investiu mais de US$ 5 bilhões (R$ 25,1 bilhões) na LIV Golf desde a criação da liga, sem que a operação tenha alcançado lucratividade até agora.
Desde o lançamento, a LIV ganhou notoriedade ao oferecer contratos milionários para atrair grandes nomes do golfe que atuavam no tradicional PGA Tour. Os gastos elevados eram sustentados, em parte, pelo apoio financeiro do fundo soberano saudita.
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Agora, sem o financiamento do PIF como principal base de sustentação, aumentam os questionamentos sobre como o CEO da LIV Golf, Scott O’Neil, pretende reorganizar as operações da empresa sem bilhões de dólares em apoio financeiro. A liga possui obrigações contratuais de centenas de milhões de dólares com jogadores e mantém a meta de alcançar lucratividade nos próximos dois anos.
Nesta semana, a Bloomberg News informou que a LIV Golf começou a avaliar a possibilidade de recuperação judicial como ferramenta para reorganizar as operações e tentar alcançar rentabilidade. Processos desse tipo já foram utilizados por outras empresas para anular obrigações contratuais, incluindo contratos imobiliários e trabalhistas.
A possibilidade de recuperação judicial levou alguns jogadores da liga a buscarem alternativas para manter suas carreiras profissionais. Ainda assim, atletas de destaque seguem demonstrando apoio à continuidade da LIV Golf.
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Durante o torneio PGA Championship, realizado na semana passada no Aronimink Golf Club, próximo à Filadélfia, o golfista da LIV e capitão da equipe Legion XIII, Jon Rahm, afirmou confiar na capacidade da liga de construir um plano sólido para o futuro.
“Eu acredito que, para o plano de negócios mudar, seja lá o que estiverem planejando, haverá necessidade de algumas concessões da nossa parte”, afirmou Rahm durante entrevista coletiva no torneio da LIV Golf na Virgínia.
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Seguir no GoogleUma das principais apostas da LIV Golf continua sendo o formato de disputa por equipes. Desde o lançamento da liga, executivos promovem esse modelo como um potencial motor de crescimento para o esporte e como diferencial em relação ao PGA Tour.
Os novos planos de financiamento tentarão convencer investidores de que o engajamento dos fãs com equipes e a atuação de gestores experientes serão pilares importantes da estratégia de negócios da liga nos próximos anos.
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Segundo o material apresentado aos investidores e obtido pela CNBC, o calendário proposto para a próxima temporada prevê 10 eventos globais por equipes, buscando repetir o sucesso de público alcançado em países como África do Sul e Austrália.
A apresentação também destaca crescimento anual em patrocínios, parcerias, venda de ingressos, varejo e audiência no YouTube.
Enquanto isso, o mundo do golfe também aguarda novas atualizações do PGA Tour sobre seus planos futuros, com expectativa de anúncios mais relevantes do CEO Brian Rolapp entre meados e o fim de junho.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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