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Ativações inteligentes elevam impacto econômico do Rock in Rio para R$ 3,36 bilhões
Publicado 04/09/2026 • 08:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 04/09/2026 • 08:30 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Rock in Rio
Rock in Rio 2026 quanto custa os ingressos para o festival
Com abertura marcada para esta sexta-feira (4), o Rock in Rio 2026 reúne novamente um dos maiores laboratórios de marketing e de ativações do país. O festival deve reunir cerca de 700 mil pessoas ao longo de sete dias, com mais de 150 atrações, 14 patrocinadores e um ecossistema de 90 marcas.
A edição deste ano projeta R$ 3,36 bilhões de impacto econômico na cidade do Rio de Janeiro, número associado a 33,9 mil empregos gerados pela movimentação do evento.
Segundo o especialista Victor Paiva, fundador da agência internacional de marketing B2B HIP, o festival vai além e os números por si só não explicam mais o valor de uma marca dentro do festival.
Leia também: Ainda há ingressos para o Rock in Rio 2026? Confira os dias disponíveis
Segundo o especialista, o Rock in Rio deixou de ser apenas um festival de música e passou a funcionar como plataforma de entretenimento, negócios e construção de marca.
“Quanto maior o número de marcas presentes, mais difícil se torna a tarefa de se destacar em meio ao público”, diz.
Entre as novidades da edição que abre hoje, Paiva cita inteligência artificial, cenografia digital, jogos interativos e experiências personalizadas espalhadas pela Cidade do Rock. Em algumas ativações, a tecnologia aparece em tapetes de dança integrados a painéis digitais, fotos geradas por inteligência artificial e jogos com sensores capazes de medir força.
“Existe uma diferença importante entre usar tecnologia e criar uma experiência com tecnologia”, diz. Para ele, o desafio das marcas está em conectar os recursos tecnológicos ao propósito do produto, e não apenas demonstrar inovação.
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Siga o Times | CNBCUm dos exemplos citados por Paiva envolve sistemas de agendamento digital adotados por marcas como Coca Cola, Piracanjuba e KitKat, já disponíveis para o público a partir de hoje. A ferramenta permite que o visitante reserve horário para acessar as ativações e organize melhor o próprio tempo dentro do festival.
Em uma das operações mencionadas no artigo, o tempo de espera que chegava a quatro ou cinco horas caiu para cerca de uma hora e meia. Paiva descreve a mudança como um sinal de amadurecimento do marketing de experiência, quando devolver tempo ao consumidor passa a valer tanto quanto uma ativação elaborada.
O festival projeta R$ 118 milhões em investimentos em projetos sociais e de sustentabilidade ao longo dos sete dias de evento. Para Paiva, grandes eventos como o Rock in Rio passaram a ocupar um espaço que ultrapassa o entretenimento, funcionando também como plataforma de relacionamento e reputação para marcas patrocinadoras.
Além disso, a estrutura física do festival, com seis palcos e 2.400 metros quadrados de painéis de LED apenas no Palco Mundo. Segundo Paiva, a escala do evento é parte do espetáculo, mas não é suficiente, isoladamente, para criar conexão com o público.
Na avaliação de Paiva, a inteligência artificial tornou a produção de conteúdo mais rápida, permitindo gerar apresentações, imagens e vídeos em velocidade antes inviável. O autor pondera, porém, que a facilidade técnica não resolve sozinha o desafio de criar significado para o público.
“A tecnologia democratiza a capacidade de produzir. Ela não substitui a necessidade de saber por que estamos produzindo”, disse o especialista. Na opinião dele, o próximo diferencial dos eventos deve estar na escolha certa da tecnologia e na construção de narrativas alinhadas ao comportamento do público, tanto em festivais como em eventos corporativos, ao longo dos sete dias de Rock in Rio que começam hoje.
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