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Ticketmaster: governo dos EUA diz que indústria de ingressos ‘está falida’
Publicado 11/03/2026 • 10:00 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 11/03/2026 • 10:00 | Atualizado há 3 horas
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Foto: Reprodução
Ticketmaster: governo dos EUA diz que indústria de ingressos “está falida”; veja o motivo
A comercialização de ingressos para eventos nacionais e internacionais costuma ser realizada por plataformas especializadas nesse tipo de serviço. Nos EUA, o funcionamento do setor segue um modelo semelhante. No entanto, o governo americano passou a classificar o mercado de ingressos como uma indústria “falida” e acusa empresas como a Ticketmaster de exercerem domínio excessivo, monopolizando a venda de entradas para shows e outros eventos.
A declaração foi feita pelo advogado da divisão antitruste do governo, David Dahlquist, durante a abertura de um julgamento civil antitruste (conjunto de leis e políticas que promovem a livre concorrência) em um tribunal federal de Manhattan, em Nova York.
Leia também: Lobby e crise derrubam chefe antitruste dos EUA antes de julgamento da Ticketmaster
De acordo com informações da Fortune, o caso gira em torno do poder que um monopolista pode exercer para controlar a concorrência e influenciar os preços no mercado.
David Dahlquist argumentou que os Estados Unidos, juntamente com 39 estados, recorrem ao júri para pôr fim ao que classificou como domínio do setor por parte das empresas e, assim, permitir que artistas e consumidores se beneficiem de um ambiente mais competitivo.
“Este caso trata de poder, o poder de um monopolista para controlar a concorrência. Hoje, a indústria de ingressos para shows está falida”, disse Dahlquist.
Na visão do governo, esse cenário atual teria contribuído para o aumento dos preços dos ingressos e limitado as opções para organizadores de eventos e público.
A defesa das empresas rejeitou as acusações feitas pelo governo dos Estados Unidos. O advogado David Marriott, que representa a Live Nation e a Ticketmaster, afirmou que os dados financeiros e operacionais das companhias demonstram que não existe poder de monopólio no mercado de ingressos.
“Deixaremos que os números falem por si. Não temos poder de monopólio.” Reiterou o advogado.
Ainda de acordo com a Fortune, a Marriott também afirmou que os lucros atribuídos à Ticketmaster pelo governo teriam sido exagerados. Segundo o advogado, a companhia recebe cerca de US$ 5 por ingresso vendido e fica com menos de US$ 2 após o pagamento de despesas operacionais.
Fundada em 1976 e futuramente fundida com a Live Nation em 2010, a Ticketmaster se tornou a maior plataforma de venda de ingressos do mundo para eventos de música ao vivo, esportes e teatro. Ao longo dos anos, a empresa acumulou grande participação no mercado, tornando-se uma peça central na organização e distribuição de entradas para grandes eventos.
Um dos episódios mais marcantes envolvendo a plataforma ocorreu em novembro de 2022, quando o site da empresa saiu do ar durante a pré-venda de ingressos para uma turnê em estádios da cantora americana Taylor Swift.
A companhia explica que o sistema foi sobrecarregado pelo grande volume de fãs tentando comprar os ingressos, além de ataques de bots que simulavam consumidores para adquirir os ingressos e revendê-los em plataformas secundárias.
Apesar do processo acontecer nos Estados Unidos, plataformas como Ticketmaster também atuam no Brasil e seguem com diversas reclamações de bots e vendas externas, que podem ser caracterizadas como cambismo, algo ilegal no país.
Leia também: Após reclamações de fãs, Procon-SP pede esclarecimentos à Ticketmaster sobre ingressos de Harry Styles
O juiz federal Arun Subramanian, selecionado para seguir com o processo nos EUA, informou que o julgamento deve se estender por cerca de seis semanas, período em que serão apresentadas provas e testemunhas antes da decisão final sobre o caso.
O objetivo do processo é determinar se a Live Nation e a Ticketmaster violaram as leis antitruste dos Estados Unidos ao dominar diferentes etapas do setor de eventos ao vivo.
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