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Brasileirão chega a 172 estrangeiros em 2026 e pode bater recorde, diz CEO da FutPro Expo
Publicado 20/08/2026 • 14:30 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 20/08/2026 • 14:30 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
O Campeonato Brasileiro chegou a 172 jogadores estrangeiros em 2026 e pode estabelecer um novo recorde de atletas de fora do país. Em entrevista ao Times | CNBC Sports nesta quinta-feira (20), Alexandre Frota, CEO da FutPro Expo, afirmou que a força econômica e a competitividade do futebol brasileiro ajudam a ampliar a atratividade do mercado, inclusive entre jogadores europeus.
“Você vê a robustez da economia do Brasil perante a América do Sul como um todo”, afirmou Frota. Segundo ele, quase 70% dos estrangeiros que atuam no país são sul-americanos, mas o mercado brasileiro também começa a ganhar espaço como destino para atletas vindos da Europa.
Na avaliação do executivo, a presença crescente de jogadores estrangeiros acompanha um movimento de internacionalização do futebol que já ocorre há mais de uma década. Ele também relaciona o avanço a uma maior organização de parte dos clubes brasileiros, apesar de problemas de gestão e atrasos de pagamentos ainda existentes no setor.
Jogadores argentinos, colombianos, uruguaios e de outros países da América do Sul historicamente formam a maior parcela dos estrangeiros contratados por clubes brasileiros. Frota, porém, vê espaço para um avanço também entre atletas europeus.
“Não tenho dúvidas. O Campeonato Brasileiro, apesar de todos os problemas que nós temos aqui de estrutura e de gestão, é muito forte”, afirmou.
Para o executivo, a competitividade da liga é um dos fatores que tornam o mercado brasileiro atraente. Ele destacou que mesmo os clubes que ocupam as primeiras posições encontram dificuldades em partidas contra equipes que brigam contra o rebaixamento.
Frota também aponta o crescimento financeiro do futebol brasileiro como parte desse movimento.
“Ao mesmo tempo que o futebol se tornou uma coisa muito forte na parte econômica, com valores realmente muito altos e que podem se equiparar à Europa apesar do câmbio, a gente também tem essa parte da disputa, do desafio do campo”, disse.
Na avaliação do CEO da FutPro Expo, essa combinação de capacidade financeira, exposição e competitividade ajuda o Brasil a se tornar uma alternativa para jogadores que antes concentravam suas carreiras no mercado europeu.
A contratação de jogadores internacionais pode gerar retorno para os clubes além do desempenho esportivo, segundo Frota.
Ele citou Memphis Depay, do Corinthians, como exemplo de atleta cuja projeção internacional amplia a exposição da marca do clube e seu potencial comercial.
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Siga o Times | CNBC“Em questão de marketing, não tem dúvida que agrega para o clube”, afirmou.
O executivo ressalvou, porém, que o potencial de marketing não elimina a necessidade de disciplina financeira. Para Frota, contratações desse porte precisam estar previstas no orçamento e acompanhadas de gestão profissional.
Ao comentar o caso do Corinthians, ele mencionou as discussões sobre o endividamento do clube, mas evitou avaliar especificamente suas contas. Segundo Frota, a questão faz parte de um problema estrutural mais amplo do futebol brasileiro.
Para o executivo, jogadores de maior projeção podem fortalecer a marca, ampliar a repercussão do clube entre torcedores e adversários e abrir oportunidades comerciais, desde que a contratação seja compatível com a capacidade financeira da equipe.
O crescimento do número de estrangeiros também levanta a discussão sobre o espaço destinado a jogadores formados nas categorias de base.
Frota não considera que a contratação de atletas de fora necessariamente prejudique a formação de brasileiros. Para ele, o intercâmbio pode acrescentar elementos táticos e culturais ao desenvolvimento dos jovens.
Na avaliação do executivo, o futebol brasileiro mantém como características a habilidade e o improviso, mas pode absorver mais conhecimento tático por meio da convivência com jogadores e treinadores estrangeiros.
Ele citou o Athletico Paranaense como exemplo de clube que combina a presença de estrangeiros no elenco com a utilização de atletas formados na base.
“Os clubes que conseguirem trazer os jogadores de fora e interagir, levando um pouco dessa cultura tática para a base, acho que vão sair muito bem”, afirmou.
Para Frota, o desafio é encontrar equilíbrio entre a abertura do mercado brasileiro a jogadores estrangeiros e a continuidade da formação de atletas locais.
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