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LaLiga revela como investimento na base levou Espanha a 23 títulos e R$ 2,8 bilhões
Publicado 19/08/2026 • 18:41 | Atualizado há 1 hora
Publicado 19/08/2026 • 18:41 | Atualizado há 1 hora
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Reprodução redes sociais
O investimento nas categorias de base se consolidou como um dos principais pilares do sucesso esportivo e econômico do futebol espanhol, segundo análise realizada pela LaLiga.
O estudo relaciona o trabalho de formação de jogadores ao desempenho das seleções espanholas e dos clubes das duas principais divisões do país.
A análise considera os resultados das seleções masculina, feminina e de base na última década e aponta a Espanha como a seleção europeia com maior número de títulos no período.
Desde 2016, foram 23 troféus conquistados pelas equipes espanholas, entre categorias principais e de base, masculinas e femininas.
A Alemanha aparece na sequência, com nove títulos, seguida por Inglaterra, com sete; França e Portugal, com seis cada; Holanda, com cinco; e Itália, com quatro.
Segundo a LaLiga, a evolução dos resultados acompanha a consolidação de projetos de formação desenvolvidos pelos clubes, pela federação e pela própria entidade.
Entre as iniciativas estão as Youth Academy Meetings, criadas em 2016, e o Plano Nacional para a Melhoria e Otimização das Categorias de Base, lançado em 2022.
Para Juan Florit, Head of Football Projects da LaLiga, o desenvolvimento de jovens jogadores pode gerar resultados dentro e fora de campo.
“Os dados mostram que um compromisso de longo prazo com o desenvolvimento de jovens é uma estratégia comprovada, capaz de gerar resultados tanto dentro de campo quanto financeiramente”, afirmou.
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O estudo também identificou uma relação direta entre as categorias de base dos clubes e a seleção espanhola campeã da Copa do Mundo de 2026.
Dos 26 jogadores convocados, 25 passaram por sistemas de formação antes de chegar ao futebol profissional. Ao todo, 11 clubes da LaLiga participaram diretamente da formação de atletas que integraram o elenco campeão.
Os clubes responsáveis pela formação de jogadores que posteriormente foram negociados arrecadaram mais de € 466 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 2,8 bilhões, em taxas de transferência ao longo das carreiras desses atletas.
O cálculo não considera valores provenientes de mecanismos de compensação pela formação, solidariedade ou outras indenizações.
Além disso, nove campeões mundiais permaneceram nos clubes onde foram formados. Segundo a análise, esses jogadores representam aproximadamente € 545 milhões, ou cerca de R$ 3,3 bilhões, em valor esportivo e patrimonial para suas equipes.
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A utilização de atletas das categorias de base também aparece nos dados de desempenho das principais ligas europeias.
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Siga o Times | CNBCNa temporada 2025/26, a LaLiga liderou entre as cinco principais competições nacionais da Europa em percentual de minutos disputados por jogadores formados pelos próprios clubes, com 20,1%.
A Ligue 1 ficou com 16,1%, seguida pela Bundesliga, com 11,9%; Premier League, com 8,3%; e Serie A, com 7,6%.
Entre os clubes espanhóis, o Athletic Club liderou, com 69,5% dos minutos disputados por jogadores formados em sua estrutura. Na sequência apareceram Real Sociedad, com 55,2%; Barcelona, com 47,5%; Celta, com 43,1%; Osasuna, com 26,1%; Sevilla, com 25%; Valencia, com 23,8%; e Real Madrid, com 23,1%.
A relação também aparece na segunda divisão. Os três clubes que conquistaram o acesso à LaLiga, Real Racing Club, Deportivo e Málaga, estavam entre os que mais utilizaram jogadores formados internamente.
O Málaga liderou a divisão, com 57,3% dos minutos disputados por atletas formados no clube. Racing e Deportivo registraram 21,4% e 17,7%, respectivamente.
Os três também estavam entre as equipes com mais jogadores formados nas próprias categorias de base: Málaga, com 11; Racing, com nove; e Deportivo, com seis.
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A análise da LaLiga aponta ainda a capacidade de adaptação como uma característica dos jogadores desenvolvidos pelo sistema espanhol.
A comparação entre as seleções campeãs da Eurocopa de 2024 e da Copa do Mundo de 2026 mostra que a Espanha conquistou os dois títulos utilizando estilos de jogo diferentes.
Enquanto a equipe campeã europeia adotava uma abordagem mais direta e baseada em transições, a seleção campeã mundial apresentou um estilo mais conectado e orientado pela posse de bola.
Para a LaLiga, a capacidade de os mesmos jogadores atuarem em contextos diferentes reforça a importância de uma formação voltada ao desenvolvimento integral dos atletas.
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O plano de categorias de base da LaLiga é desenvolvido em parceria com 42 clubes profissionais e contempla aspectos como estruturas, metodologia, recursos, proteção dos jogadores e transição para o futebol profissional.
A iniciativa também estabelece indicadores relacionados à infraestrutura, dupla carreira e proteção infantil. Neste ano, o programa passou a contar com a certificação AENOR-LaLiga, que prevê 66 indicadores a serem avaliados por meio de auditorias nos clubes participantes.
A entidade também levou o modelo para outros mercados, com projetos desenvolvidos em países como Iraque, China, Vietnã e Peru. As iniciativas incluem consultorias para criação de estruturas de futebol de base e programas de capacitação para dirigentes e treinadores.
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