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Ceará investe na base e já soma R$ 14,7 milhões em vendas de atletas em 2026
Publicado 11/09/2026 • 15:26 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 11/09/2026 • 15:26 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O Ceará aposta no fortalecimento das categorias de base como parte da estratégia esportiva e financeira do clube. Em 2026, o investimento na formação de jogadores já resultou em R$ 14,7 milhões em receitas com a venda de dois atletas, segundo Sandro Queiroz, diretor das categorias de base do clube.
Em entrevista ao Times CNBC Sports, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Sandro Queiroz explicou que a estratégia de ampliar os investimentos na formação de atletas começou em 2019. “A gente usava até um termo aqui, a diretoria usava um termo de inverter a pirâmide. Ou seja, a gente formar jogadores e formar profissionais para o departamento de futebol profissional”, afirmou.
Segundo Queiroz, o modelo adotado pelo clube busca transformar a base em uma fonte permanente de jogadores para o time principal e de receitas por meio de negociações. “O clube vem nessa política desde 2019 de melhorar a estrutura, melhorar o investimento na base pra gente servir ao profissional tanto com atletas como profissionais”, disse.
O trabalho também inclui a formação de profissionais para outras áreas do futebol. De acordo com o diretor, o Ceará já tem no elenco profissional auxiliares técnicos, médicos, fisioterapeutas e supervisores que passaram pelas categorias de base.
No mercado de transferências, o clube acumulou negociações de jogadores revelados internamente. Entre os nomes citados por Queiroz estão Artur Cabral, Felipe Jonatan, Rick, Guilherme e Júlio. A estratégia é manter uma média de duas a três vendas de atletas formados pelo Ceará por temporada.
Em 2026, dois jogadores já foram negociados e geraram R$ 14,7 milhões aos cofres do clube. “Esse ano a gente já teve o retorno desse investimento que nós fizemos. Já 14,7, para ser mais preciso contigo, em venda”, afirmou.
O planejamento do Ceará estabelece uma meta financeira para as categorias de base. Segundo Queiroz, o clube busca obter anualmente um retorno equivalente a 20% a 30% do valor investido no setor.
Com um investimento de aproximadamente R$ 12 milhões por ano, essa meta representa um retorno entre R$ 2,4 milhões e R$ 3,6 milhões anuais.
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Siga o Times | CNBCA estratégia esportiva prevê ainda a presença de três a quatro jogadores formados na base no elenco profissional. O diretor ressaltou, porém, que a utilização desses atletas pode variar de acordo com os resultados e as decisões dos treinadores. “O planejamento do clube é sempre pautado nessa premissa aí do investido mais 20 a 30%”, explicou.
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Apesar de disputar campeonatos nacionais, estaduais e competições particulares, o Ceará coloca a formação de jogadores como principal objetivo das categorias de base.
“A conquista na base é uma cereja no bolo. O importante é a gente formar bem para servir ao futebol profissional e depois ter o retorno financeiro”, afirmou Queiroz.
O clube utiliza a participação em diferentes torneios também como preparação para o ambiente profissional. Para o diretor, os atletas precisam chegar ao time principal preparados para atuar sob pressão e dentro da cultura competitiva do Ceará.
O modelo adotado pelo clube acompanha uma mudança no mercado de formação de jogadores, em que atletas das categorias de base podem ser negociados antes mesmo de uma passagem prolongada pelo futebol profissional.
Para Queiroz, o objetivo é equilibrar formação, desempenho esportivo e retorno econômico. “A principal coisa que a base tem que fazer é isso, é formar bem para servir ao profissional e depois o clube ter um retorno financeiro”, destacou.
Com R$ 14,7 milhões já arrecadados em vendas em 2026, o departamento de base ganha cada vez mais espaço no planejamento do Ceará. A estratégia iniciada em 2019 busca consolidar a formação de atletas como uma fonte simultânea de jogadores para o time principal e de receitas para o clube.
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