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Fifa reage a pressão contra Gianni Infantino e defende mandato do presidente
Publicado 08/08/2026 • 20:01 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 08/08/2026 • 20:01 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: AFP
A Fifa se pronunciou oficialmente a respeito dos recentes posicionamentos da Confederação Africana de Futebol (CAF) e da Conmebol.
As polêmicas envolvendo Gianni Infantino estão longe do fim. Neste sábado, a Fifa se pronunciou oficialmente a respeito dos recentes posicionamentos da Confederação Africana de Futebol (CAF) e da Conmebol. Segundo a entidade que organiza o futebol mundial, estão ocorrendo ataques injustos ao presidente suíço-italiano e que “se querem trocar o presidente, façam isso pela eleição e pelas regras da Fifa”.
Na última quinta-feira, a Conmebol se tornou a última entidade do mundo a se posicionar sobre o polêmico projeto de Infantino em criar um plano comercial na Fifa com investidores privados: a FFE. Segundo o órgão que organiza o futebol sul-americano, o recuo de Infantino é válido, mas se é para que o presidente deixe o cargo, que isso seja feito de maneira democrática. O tom vai contra a posição da Uefa, por exemplo, que adota postura bem mais ofensiva em relação às atitudes de Infantino.
Indo de encontro ao posicionamento da Conmebol, que é mais comedida sobre o assunto e vai na linha de que o recuo de Infantino é uma prova de respeito para com todos os envolvidos no mundo da bola, a Fifa se pronunciou oficialmente neste sábado adotando um tom de que “se querem trocar o presidente, façam isso pela eleição e pelas regras da Fifa”.
Leia também: Argentina declara apoio a Infantino em meio à pressão por renúncia na FIFA
“A Fifa não apoiará, facilitará ou tolerará qualquer processo relacionado à eleição do presidente da Fifa que seja inconsistente com os estatutos da Fifa, procedimentos democráticos e o quadro de governança estabelecido. O presidente da Fifa foi eleito democraticamente pelas Associações Membro e continua a servir com o seu mandato”, publicou a entidade em sua conta no X (antigo Twitter).
No parágrafo seguinte, o comunicado voltou diretamente para a Uefa, sem citar o órgão europeu. “É cada vez mais evidente que há um esforço concertado e contínuo de alguns para minar a Fifa e o seu presidente”, diz o texto.
“Aqueles que não contam com o apoio das Associações Membro não devem procurar alcançar por meio de alegações, insinuações ou desinformação o que não podem conseguir através dos processos democráticos estabelecidos da Fifa”, continuou o comunicado.
“Se vocês não conseguem maioria entre as federações para derrotar o Infantino numa eleição, não tentem derrubá-lo através de denúncias, rumores e matérias jornalísticas”, diz a frase mais impactante do comunicado.
Além, é claro, de se defender e atacar àqueles que se posicionam junto com a Uefa, o texto da Fifa ainda se direciona em tom de defender Infantino e suas décadas de serviços prestados ao futebol mundial. A Fifa está construindo um argumento de legitimidade para que, eventualmente, o presidente seja deposto:
Leia também: Infantino envia carta de desculpas após fracasso de projeto da Fifa
Infantino foi eleito;
As federações nacionais são os eleitores;
Ele possui mandato;
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Siga o Times | CNBCQuem quiser tirá-lo deve convencer essas federações a tal;
Não pode tentar fazê-lo por pressão externa, imprensa, acusações ou manobras institucionais. Isso seria ilegítimo.
Por fim e não menos importante, a Fifa também prometeu reagir às “falsas alegações”. “A Fifa acolhe com satisfação o escrutínio legítimo. Mas o escrutínio não é uma licença para distorcer fatos, amplificar alegações não fundamentadas ou fabricar distrações destinadas a minar o progresso. Onde a reportagem for imprecisa ou enganosa, a Fifa a contestará diretamente e com vigor”, completou.
Comunicado da FIFA, atribuível ao porta-voz da FIFA:
Ecoando as recentes declarações da CONMEBOL e da CAF, bem como discussões com Associações Membro e Confederações da FIFA de todo o mundo, a FIFA não apoiará, facilitará ou tolerará qualquer processo relacionado à eleição do Presidente da FIFA que seja inconsistente com os Estatutos da FIFA, procedimentos democráticos e o quadro de governança estabelecido. O Presidente da FIFA foi eleito democraticamente pelas Associações Membro da FIFA e continua a servir com o seu mandato.
É cada vez mais evidente que há um esforço concertado e contínuo de alguns para minar a FIFA e o seu Presidente. Aqueles que não contam com o apoio das Associações Membro da FIFA não devem procurar alcançar por meio de alegações, insinuações ou desinformação o que não podem conseguir através dos processos democráticos estabelecidos da FIFA.
Reportagens recentes incluíram afirmações não fundamentadas e alegações manifestamente falsas sobre a FIFA e o seu Presidente. Especulações e insinuações não devem ser apresentadas como fatos, e a repetição não torna uma alegação verdadeira.
O Presidente da FIFA dedicou mais de 30 anos da sua vida profissional ao futebol europeu e mundial, contribuindo para mudanças significativas no jogo e, em particular, para ampliar o acesso, os recursos e as oportunidades em todo o futebol mundial A mudança inevitavelmente desafia interesses estabelecidos, mas o desacordo com essa mudança não pode justificar esforços para minar o mandato democrático do Presidente da FIFA ou a instituição que ele foi eleito para liderar.
Leia também: Uefa ameaça levar Infantino à Justiça e manda preservar provas sobre plano da Fifa
A FIFA acolhe com satisfação o escrutínio legítimo. Mas o escrutínio não é uma licença para distorcer fatos, amplificar alegações não fundamentadas ou fabricar distrações destinadas a minar o progresso. Onde a reportagem for imprecisa ou enganosa, a FIFA a contestará diretamente e com vigor.
A responsabilidade da FIFA é para com as suas 211 Associações Membro e para com o futebol em todo o mundo. Não nos deixaremos distrair ou desviar do fortalecimento da organização, da entrega às nossas Associações Membro e da continuação do trabalho de tornar o futebol verdadeiramente global. Através do Presidente da FIFA e da administração da FIFA, o nosso foco permanece firmemente nessa missão, e estamos mais determinados do que nunca para cumpri-la.
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