Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
JP Morgan eleva recomendação da Azul para neutra após saída da recuperação judicial nos EUA
Publicado 12/03/2026 • 11:30 | Atualizado há 2 horas
BREAKING NEWS:
Mais três navios são atingidos no Golfo Pérsico enquanto o Irã alerta para petróleo a US$ 200
Plano de liberação recorde de petróleo indica que guerra no Oriente Médio pode durar meses
Boom e queda das ações de empresas de memória chegam ao fim com avanço da IA
Trump diz que vai usar Reserva Estratégica de petróleo para reduzir custos de energia na guerra contra o Irã
Ford lança nova IA para impulsionar Pro, um negócio comercial bilionário
Publicado 12/03/2026 • 11:30 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Azul
Foto: REUTERS/Ricardo Moraes
O JP Morgan melhorou sua avaliação sobre as ações da Azul, elevando a recomendação de venda para neutra. A mudança ocorre após a companhia concluir o processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, conhecido como Chapter 11. O banco fixou preço-alvo de R$ 275 para dezembro de 2026, o que representa potencial de valorização de 28% em relação ao último fechamento.
A revisão reflete a expectativa de um balanço mais saudável ao fim do ano. Com as renegociações concluídas, que reduziram pagamentos de leasing e custos financeiros, o banco projeta que a Azul encerrará 2026 com dívida líquida sobre Ebitda de 2,4 vezes.
Leia também: Master: o contrato com a esposa de Moraes e o abalo no STF; ‘Não basta ser legal, tem que parecer legal’
Além do balanço mais aliviado, o JP Morgan destacou o valuation como um ponto favorável. O múltiplo de 4,0 vezes EV/Ebitda estimado para 2026, calculado com ações totalmente diluídas, está entre os mais baixos da cobertura do banco no setor aéreo latino-americano.
O banco também mencionou o crescimento de capacidade em um dígito baixo e o maior foco em rentabilidade como fatores que devem ajudar a manter o equilíbrio entre oferta e demanda nos próximos trimestres.
Apesar da melhora na recomendação, o JP Morgan foi claro sobre o que impede uma visão mais positiva no curto prazo. Ainda existem eventos de diluição acionária pendentes que pesam sobre a tese de investimento.
O primeiro é a participação da American Airlines, que deve chegar a 8% do capital após diluição. O segundo é o plano de incentivo à gestão, conhecido como MIP, que pode atingir 7% do capital ao longo de três anos, condicionado ao desempenho da companhia. O banco também aguarda que a Azul relistre seu ADR nos Estados Unidos antes de adotar uma postura mais otimista.
O relatório também traz um panorama mais amplo para o setor aéreo na América Latina. Desde o início do conflito no Oriente Médio, as ações das companhias aéreas caíram cerca de 12% em média, o que levou o JP Morgan a reduzir suas estimativas de Ebitda para o setor em 5,5% neste ano.
Nesse ambiente, o banco declara preferência por Copa Airlines e LATAM. As duas companhias carregam balanços mais leves, com alavancagem de 0,6 vez para a Copa no quarto trimestre de 2025 e 1,5 vez para a LATAM, além de momento de resultados mais favorável.
Em termos de valuation, Copa negocia a 4,7 vezes EV/Ebitda estimado para 2026 e LATAM a 4,5 vezes, ambas abaixo dos picos recentes acima de 5,5 vezes. O banco vê espaço para reprecificação do setor no médio prazo caso a oferta global de petróleo se estabilize.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Cidadania italiana vai a julgamento hoje: o que muda para 70 milhões de descendentes no Brasil
2
Wetzel protocola plano de recuperação extrajudicial após acordo com credores
3
Oncoclínicas negocia período de ‘stand still’ com credores após mudança de CEO
4
IPCA mais fraco em fevereiro faz inflação de doze meses recuar para 3,81% e ficar mais perto da meta
5
Raízen: quem ganha e quem perde com a crise da companhia?