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Apetite no mercado alavanca Ibovespa B3 de volta aos 160 mil pontos

Publicado 12/12/2025 • 18:18 | Atualizado há 9 meses

KEY POINTS

  • O Ibovespa B3 fechou esta sexta-feira (12) em alta de 0,99%, aos 160.766,37 pontos, sustentado pelo apetite por risco no mercado local.
  • O movimento mantém o índice em trajetória de recuperação após uma semana marcada pela volatilidade pós-Fed e pela leitura mais hawkish do Copom.
  • O dólar à vista fechou praticamente estável, em alta de 0,11%, cotado a R$ 5,410, após oscilar entre R$ 5,425 e R$ 5,379 ao longo do dia.

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O Ibovespa B3 fechou esta sexta-feira (12) em alta de 0,99%, aos 160.766,37 pontos, sustentado pelo apetite por risco no mercado local e por uma acomodação dos juros futuros, mesmo diante do desempenho negativo das bolsas norte-americanas.

O movimento mantém o índice em trajetória de recuperação após uma semana marcada pela volatilidade pós-Fed e pela leitura mais hawkish do Copom.

Apesar do clima externo mais pesado, o mercado doméstico reagiu bem à Pesquisa Mensal de Serviços, que mostrou alta de 0,3% em outubro, em linha com a expectativa mediana. A desaceleração do setor reforçou interpretações de que uma fraqueza mais clara da atividade pode abrir espaço para cortes futuros na Selic — ainda que parte do mercado tenha recuado nessa aposta depois do comunicado mais duro do Banco Central.

Entre as ações, o pregão foi marcado por forte disparidade. Recrusul (RCSL) liderou as altas do dia, com saltos de 46,94% (PN) e 9,14% (ON). Na sequência vieram Fictor Alimentos (+20,22%), Ampla (+11,21%) e outras blue chips de menor liquidez. Já as maiores quedas ficaram com Reeve (-17,25%), Nexpe (-9,23%), Aeris (-9,47%) e WLM (-7,86%).

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Entre os pesos-pesados, Petrobras (PETR4) avançou 1,06%, enquanto Vale (VALE3) recuou 4,65%, acompanhando nova rodada de realização no minério em Dalian e dados mistos da economia chinesa.

A leitura política também ajudou a sustentar o humor doméstico. Segundo o economista-chefe da Forum Investimentos, Bruno Perri, pesquisas eleitorais continuam influenciando o mercado: “Sondagens mostrando ganho de tração das candidaturas de centro-direita, especialmente de Tarcísio de Freitas, reforçam um modesto otimismo com os ativos locais”.

Ele acrescenta que a reversão da aplicação da Lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes é vista como “um enfraquecimento do núcleo duro bolsonarista, que pressionava pelo nome de Flávio Bolsonaro”.

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Perri também destaca movimentos setoriais importantes: “Hapvida se recupera de quedas recentes, bancos ganham fôlego e empresas cíclicas como varejo encontram suporte no fechamento da curva de juros”. Entre os destaques positivos, aparecem Lojas Renner, Vivara, Magazine Luiza e Assaí.

No cenário internacional, o estrategista observa que há um movimento generalizado de aversão ao risco, com quedas mais fortes no Nasdaq e venda concentrada em empresas de tecnologia e fabricantes de chips, incluindo a Nvidia. A leitura reforça um ambiente ainda sensível às expectativas de crescimento e aos limites para o boom de IA.

Dólar fecha em estabilidade

O dólar à vista fechou praticamente estável, em alta de 0,11%, cotado a R$ 5,410, após oscilar entre R$ 5,425 e R$ 5,379 ao longo do dia. A moeda perdeu força conforme avançava o pregão, acompanhando o enfraquecimento global depois do corte de 25 pontos-base realizado pelo Federal Reserve na quarta-feira — o terceiro consecutivo.

Investidores continuam avaliando os efeitos da sinalização de pausa feita pelo Fed, que reduziu o juro básico para a faixa de 3,50% a 3,75%, ao mesmo tempo em que o Copom mantém a Selic em 15%, reforçando o diferencial favorável ao carry trade. Ainda assim, a pressão sazonal de remessas e a antecipação de dividendos antes das mudanças tributárias de 2026 tendem a limitar a apreciação do real ao longo do mês.

A agenda fraca nos EUA transferiu a atenção para as falas de dirigentes do Fed, enquanto, no Brasil, dados de serviços e notícias corporativas — como a instabilidade nos aplicativos do Bradesco — movimentaram o câmbio.

Mesmo com o bom desempenho da Bolsa, Perri avalia que “o dólar sobe de leve contra o real e contra outros pares, refletindo a aversão ao risco gerada pelas quedas no mercado americano e pelas dúvidas sobre os ganhos com IA nas big techs”.

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