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Fim de acordo EUA-Arábia Saudita impulsiona desdolarização

Publicado 18/05/2026 • 23:15 | Atualizado há 14 minutos

KEY POINTS

  • A não renovação do acordo de exclusividade entre EUA e Arábia Saudita e o surgimento de plataformas como o mBridge estão impulsionando a desdolarização e o uso de alternativas ao dólar no comércio global.
  • Sanções econômicas a países como Irã e Rússia aceleram a busca por sistemas financeiros alternativos, permitindo contornar o Swift e o modelo tradicional baseado no dólar.
  • A maior utilização do yuan fortalece o superávit chinês e gera oportunidades econômicas para parceiros estratégicos, como o Brasil, influenciando fluxos comerciais e financeiros globais.

A não renovação do acordo de exclusividade entre Estados Unidos e Arábia Saudita e o surgimento de plataformas alternativas de pagamento estão impulsionando o processo de desdolarização e redesenhando o comércio global. Fernanda Rocha, assessora de investimentos da Monte Bravo, fez uma analogia sobre as últimas cinco décadas em que a moeda norte-americana reinou de maneira absoluta no mercado de commodities energéticas.

“Os Estados Unidos tinham uma demanda pelo dólar muito forte, fazendo com que os juros ficassem muito baixinhos e a dívida deles pudesse ficar muito grande. Com essa nova dinâmica desse acordo que não foi renovado, começou-se alguns novos sistemas, inclusive o mBridge, que é um novo sistema feito via aplicativos e moedas digitais de bancos centrais”.

A especialista destacou que a imposição de penalidades econômicas a potências produtoras acabou acelerando a transição global para canais financeiros alternativos ao modelo tradicional.

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A executiva da Monte Bravo relatou que o mBridge se tornou uma dessas alternativas, permitindo contornar o Swift e o dólar. Ela acrescentou que muitas sanções aplicadas a países como Irã e Rússia também incentivam essas nações a buscar soluções criativas para continuar realizando comércio internacional e encontrar alternativas ao dólar.

Essa nova configuração cambial beneficia estruturalmente o mercado asiático, gerando reflexos e oportunidades econômicas também na América do Sul. Rocha analisou que todo o superávit que entra em yuan é reinvestido na própria China. “Ao usar o iuan, isso fortalece ainda mais o superávit chinês, que atualmente é o maior entre todos os países. E como a China é um grande parceiro do Brasil, isso nos favorece”, adicionou.

“Não que tenha mudado a segurança que se tinha em relação ao dólar, mas quando a gente tá falando de petróleo e do iuan, isso cria um novo curso do dinheiro. É como se fosse uma nova fonte de dinheiro que acaba desaguando lá e favorece essa moeda, mesmo tendo essas dificuldades”, concluiu ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.

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