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Estrelas da IA, OpenAI tem US$ 6 bi de receita, mas Anthropic já vê lucro próximo
Publicado 22/05/2026 • 08:51 | Atualizado há 50 minutos
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Publicado 22/05/2026 • 08:51 | Atualizado há 50 minutos
KEY POINTS
Foto: Reuters
OpenAI
A OpenAI registrou US$ 6 bilhões em receita no primeiro trimestre de 2026, segundo apuração do site The Information. Os números chegam em um momento em que a Anthropic, startup fundada por ex-funcionários da rival, projeta mais que dobrar sua receita no segundo trimestre e registrar lucro operacional pela primeira vez. A projeção chega a US$ 559 milhões de resultado positivo, com receita de US$ 10,9 bilhões entre abril e junho, ante os US$ 4,8 bilhões do trimestre anterior.
Os dados da Anthropic foram divulgados a investidores como parte de uma rodada de captação em andamento, segundo o The Wall Street Journal. Anthropic, OpenAI e SpaceX correm em direção a ofertas públicas iniciais que podem avaliar cada uma das três empresas em mais de um trilhão de dólares.
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O crescimento da Anthropic no período supera o registrado pelo Zoom durante a pandemia e o do Google e do Facebook às vésperas de seus IPOs. A empresa, fundada em 2021 por Dario Amodei e outros ex-funcionários da OpenAI, saiu de uma posição de retardatária na corrida da IA para ocupar o centro das atenções do mercado corporativo.
O modelo Claude ganhou tração depois que usuários começaram a testar suas capacidades em tarefas chamadas de agênticas, nas quais o sistema opera por períodos prolongados para cumprir instruções complexas. Mais de 50% das vendas corporativas já ocorrem no modo self-service, sem envolvimento direto do time comercial da empresa.
No evento para desenvolvedores realizado em San Francisco no início de maio, Dario Amodei brincou que o crescimento da receita havia se tornado “difícil de administrar” e que torcia por “números mais normais”.
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A equação projetada para o período entre abril e junho é direta. De um lado, US$ 10,9 bilhões de receita. Do outro, US$ 6,2 bilhões em custos de computação, US$ 2,7 bilhões em vendas e marketing e US$ 1,5 bilhão em outros gastos operacionais. O resultado esperado é um lucro operacional de US$ 559 milhões.
A eficiência também aparece nos custos de infraestrutura. No primeiro trimestre, a Anthropic gastava 71 centavos em poder computacional para cada dólar arrecadado. No segundo trimestre, a expectativa é que esse índice caia para 56 centavos, sinal de que a operação ganha escala sem perder margem.
A empresa, porém, pode não manter o lucro pelo ano inteiro. Há planos de aumento de gastos ligados às suas necessidades de computação, o que pode pressionar os resultados nos trimestres seguintes.
Sem infraestrutura própria, a Anthropic optou por fechar acordos com as principais empresas de tecnologia do mundo. Somente no último trimestre, a startup formalizou parcerias com o Google, que oferece escala e chips proprietários mais baratos, com a Amazon, que fornece chips de nova geração e eficiência no treinamento de modelos, e com a SpaceX, que entrega capacidade imediata por meio de seus mega data centers Colossus.
Um acordo com a Microsoft, que envolveria o uso de chips de IA da empresa, ainda não havia sido assinado até a divulgação das informações. Os acordos combinam investimento na startup, compromissos de compra de poder computacional e incentivos ao uso dos produtos.
A Anthropic utiliza principalmente chips desenvolvidos pelo Google e pela Amazon, que costumam custar menos do que os produzidos pela Nvidia. A empresa também tem uma operação de consumo menor do que a da OpenAI, o que reduz a necessidade de subsidiar usuários gratuitos em larga escala.
A OpenAI terminou o primeiro trimestre com US$ 6 bilhões em receita, valor superior ao registrado pela Anthropic no mesmo período. Mesmo assim, a criadora do ChatGPT cresce em ritmo menor e gasta mais por dólar gerado. As projeções mais otimistas indicam que a empresa de Sam Altman pode queimar até US$ 665 bilhões até 2030, quando começaria a registrar algum lucro.
A relação entre Anthropic e o governo americano também passou por turbulências recentes. No início do ano, a Casa Branca classificou a empresa como risco à segurança nacional e o presidente Donald Trump orientou agências federais a cortarem vínculos com a startup, depois que ela recusou uma exigência do Departamento de Defesa para liberar sua tecnologia para “todos os usos legais”. O relacionamento melhorou desde então, após reuniões da empresa com integrantes do governo sobre o modelo Mythos, liberado a um grupo restrito de empresas por conta de riscos de cibersegurança.
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