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O que é a Operação Vérnix, que prendeu Deolane Bezerra por lavagem de dinheiro
Publicado 21/05/2026 • 11:30 | Atualizado há 36 minutos
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Publicado 21/05/2026 • 11:30 | Atualizado há 36 minutos
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Foto: Instagram/ Deolane
O que é a Operação Vérnix, que prendeu Deolane Bezerra por lavagem de dinheiro
A advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21), em São Paulo, durante a Operação Vérnix, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil.
A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), apontado como uma das maiores organizações criminosas do país.
Segundo os investigadores, a operação foi criada para identificar empresas, pessoas físicas e movimentações financeiras suspeitas usadas para ocultar recursos da facção criminosa.
A apuração envolve depósitos fracionados, empresas de fachada, circulação de valores milionários e aquisição de bens considerados incompatíveis com a renda declarada dos investigados.
A Operação Vérnix foi deflagrada para desmontar uma rede suspeita de lavagem de dinheiro associada ao PCC. A investigação identifica operadores financeiros, empresários e pessoas ligadas ao núcleo da facção que teriam participado da movimentação de recursos considerados ilícitos.
De acordo com os investigadores, o grupo utilizava empresas formalmente registradas para dar aparência de legalidade ao dinheiro movimentado.
A estratégia incluiria transferências pulverizadas, contratos sem comprovação de serviços e uso de contas bancárias de terceiros.
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Ao todo, a Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 327 milhões em contas e bens relacionados aos investigados.
A investigação aponta que Deolane Bezerra teria recebido valores ligados ao esquema por meio de uma empresa de transportes citada como braço financeiro da organização criminosa.
Os órgãos responsáveis pela operação afirmam que a influenciadora passou a ser monitorada após a identificação de movimentações financeiras consideradas incompatíveis com o patrimônio declarado. Também foram analisadas transações envolvendo empresas associadas ao nome dela.
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões atribuídos à influenciadora. Segundo os investigadores, os valores possuem indícios de origem não comprovada.
Um dos pontos centrais da investigação envolve depósitos feitos em valores inferiores a R$ 10 mil. Conforme a apuração, Deolane recebeu mais de R$ 1 milhão em depósitos fracionados em sua conta pessoal.
Esse tipo de operação é conhecido no mercado financeiro como “smurfing”, prática usada para dividir grandes quantias em pequenas transações com o objetivo de dificultar o rastreamento pelas autoridades.
Os investigadores também identificaram repasses de cerca de R$ 716 mil feitos por uma empresa de crédito para empresas ligadas à influenciadora. Segundo a investigação, o responsável pela companhia possui renda incompatível com os valores movimentados.
Além da prisão de Deolane, a Operação Vérnix também teve mandados contra integrantes apontados como operadores financeiros do PCC.
Entre os alvos está Marco Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado pelas autoridades como líder da facção e que já se encontra preso. Também foram citados familiares e pessoas ligadas ao núcleo financeiro investigado.
As autoridades cumpriram mandados de prisão preventiva, buscas e apreensões em diferentes estados. Parte dos investigados segue foragida.
Leia também: Valor, prazo e provas frágeis: o que trava a delação de Daniel Vorcaro no caso Master
Até a publicação desta reportagem, a defesa de Deolane Bezerra não havia se pronunciado oficialmente sobre as acusações. O espaço permanece aberto para manifestações da influenciadora e de seus representantes.
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