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Bolsa dispara e volta aos 170 mil pontos após sinalização de acordo entre EUA e Irã
Publicado 11/06/2026 • 17:22 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 11/06/2026 • 17:22 | Atualizado há 5 meses
Reprodução/Canva
O Ibovespa encerrou a sessão desta quinta-feira (11) em alta de 1,71%, aos 171.497 pontos, em linha com os pares internacionais. O salto acontece na esteira do anúncio do presidente americano Donald Trump de que a guerra com o Irã está próxima a um fim e seu acordo de paz deve ser encerrado nos próximos dias.
À tarde, o republicano cancelou o bombardeio previsto para esta noite e, horas depois, disse que estava satisfeito com o progresso das negociações. Trump afirmou que as tratativas de paz estão avançando e que espera encerrar o conflito em breve. Quase que simultaneamente, os preços do barril de petróleo despencaram, a ponto do Brent chegar a cotação de US$ 88 após ceder 4,55%.
A descompressão fez com que a curva de juros americana se abrisse e o mercado deixasse de precificar uma nova alta dos juros terminais dos EUA. Segundo Arthur Horta, sócio da The Link Investimentos, a perspectiva de uma pacificação aumentou a expectativa dos investidores e fortaleceu o desempenho da bolsa brasileira após oito semanas consecutivas de baixa.
Segundo ele, o movimento foi encabeçado por setores e ações ligadas ao consumo e, portanto, mais sensíveis às taxas de juros. “Entre os destaques da sessão estão companhias de locação de veículos, construtoras, empresas do setor educacional e também algumas elétricas, segmentos que tendem a apresentar melhor desempenho em um ambiente de juros menores”, afirma.
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Siga o Times | CNBCAlém disso, diz Leonardo Baldez, economista e fundador do Grupo ISF, o mercado continua observando a perspectiva de manutenção do diferencial de juros brasileiro em patamares elevados. “Mesmo com discussões sobre o ciclo monetário futuro, o Brasil segue oferecendo uma das maiores taxas reais de juros do mundo, o que favorece a entrada de capital estrangeiro tanto na renda fixa quanto na bolsa”, explica.
Baldez afirma que o movimento da sessão mostra que o mercado está mais sensível ao ambiente internacional do que às preocupações domésticas de curto prazo. Para ele, a alta da bolsa indica uma retomada do apetite por risco, e reforça que o investidor continua buscando oportunidades em mercados emergentes.
“Se esse fluxo externo continuar nas próximas semanas e não houver deterioração relevante do cenário fiscal brasileiro, o mercado pode encontrar espaço para testar níveis ainda mais altos ao longo do segundo semestre”, prevê.
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