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Bolsas da Ásia se recuperam parcialmente, mas tensões comerciais persistem
Publicado 08/04/2025 • 08:36 | Atualizado há 1 ano
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Trump comprou ações da Apple, Nvidia e outras gigantes da tecnologia antes da reversão das tarifas impulsionar a recuperação
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Publicado 08/04/2025 • 08:36 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
Kazuhiro Nogi/AFP
Homem caminha na frente do painel eletrônico que mostra o índice Nikkei, da Bolsa de Valores de Tóquio, no Japão
As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira (8), recuperando-se parcialmente dos tombos que sofreram no pregão anterior em meio a preocupações com os efeitos do tarifaço do governo Trump, embora as tensões comerciais persistam.
Liderando ganhos na Ásia, o índice japonês Nikkei subiu 6,03% em Tóquio, a 33.012,58 pontos, no seu melhor desempenho diário desde 6 de agosto do ano passado, enquanto o Hang Seng avançou 1,51% em Hong Kong, a 20.127,69 pontos, revertendo apenas uma fração da drástica queda de cerca de 13% que sofreu ontem.
O sul-coreano Kospi teve modesta alta de 0,26% em Seul, a 2.334,23 pontos, mas interrompeu uma sequência de quatro sessões negativas.
Na China continental, os mercados também se recuperaram após uma série de estatais, incluindo as gigantes petrolíferas, PetroChina and Sinopec, revelarem planos de acelerar recompras de ações com o objetivo de restaurar a confiança dos investidores.
O Xangai Composto teve alta de 1,58%, a 3.145,55 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto mostrou avanço de 0,81%, a 1.791,83 pontos. Ambos os índices chineses, porém, apagaram somente uma pequena parte das perdas de ontem.
Na contramão, o Taiex sofreu uma nova queda significativa em Taiwan hoje, de 4,02%, a 18.459,95 pontos, pressionado pela Taiwan Semiconductor Manufacturing Corp. (TSMC), maior fabricante de chips do mundo, cuja ação caiu 3,77%.
Ainda que a recuperação técnica tenha prevalecido na maior parte da região asiática, a guerra comercial continua a todo vapor, principalmente entre EUA e China.
O presidente americano, Donald Trump, deu prazo até 13h de hoje para a China remover a tarifa de 34% anunciada em retaliação aos 34% que Washington decidiu cobrar da importação de todos os produtos chineses.
Se Pequim não recuar, Trump promete aplicar uma tarifa adicional de 50%, cumulativa, elevando a tarifação para 104%, considerando os 20% do início de março. A China, por sua vez, disse que tomará novas “contramedidas resolutas” se o republicano seguir adiante com a ameaça.
Na Oceania, a bolsa australiana também ficou no azul hoje, após três pregões seguidos de perdas. O S&P/ASX 200 avançou 2,27% em Sydney, a 7.510,00 pontos, mas também ficou longe de reverter a perda da sessão anterior, de mais de 4%.
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