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Bolsas da Europa encerram em alta com avanço de saúde e alimentos e pressão sobre techs

Publicado 02/07/2026 • 14:40 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Bolsas europeias fecharam em alta, impulsionadas pelo avanço dos setores de saúde e alimentos, que compensaram as perdas das empresas de tecnologia.
  • Dados de emprego abaixo do esperado nos EUA reforçaram as expectativas de uma postura menos restritiva do Federal Reserve, favorecendo o apetite por risco.
  • Bayer liderou os ganhos, após anunciar uma reorganização de seus negócios de glifosato nos EUA, enquanto fabricantes de chips, como ASML e ASM International, recuaram diante de preocupações com os investimentos em infraestrutura de IA.
Bolsas da Europa

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As bolsas europeias encerraram o pregão desta quinta-feira (2) em forte alta, sustentadas pelo desempenho de setores considerados mais defensivos, como saúde e alimentos, enquanto ações de tecnologia sofreram pressão. O mercado também reagiu aos dados mais recentes do mercado de trabalho nos Estados Unidos e na zona do euro, além de acompanhar as negociações diplomáticas entre Washington e Teerã.

O índice FTSE 100, de Londres, avançou 1,67%, aos 10.652,87 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 2,02%, para 25.546,40 pontos. O CAC 40, de Paris, ganhou 1,65%, aos 8.474,86 pontos. Em Milão, o FTSE MIB registrou alta de 1,60%, aos 52.428,18 pontos. O Ibex 35, de Madri, valorizou 1,54%, aos 19.705,70 pontos, enquanto o PSI 20, de Lisboa, avançou 1,20%, aos 9.199,84 pontos. Os números são preliminares.

Na zona do euro, a taxa de desemprego permaneceu em 6,2% em maio, resultado melhor que a expectativa do mercado, de 6,3%. Já nos Estados Unidos, o relatório de emprego (payroll) mostrou a abertura de 57 mil vagas em junho, abaixo da projeção de 110 mil, enquanto a taxa de desemprego recuou para 4,2%. O cenário reforçou a percepção de que o Federal Reserve (Fed) poderá adotar uma postura menos restritiva na política monetária nos próximos meses.

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Segundo a Saxo Markets, a busca por empresas de perfil mais defensivo favoreceu principalmente o setor de saúde, que avançou 3,6%, e o de alimentos e bebidas, com alta de 1,8%. O segmento de luxo também se recuperou, registrando valorização próxima de 2%. Em contrapartida, as empresas de tecnologia perderam força, com recuo de 2,5%.

Entre os destaques corporativos, a Bayer disparou 8,4% após anunciar a reorganização de suas operações de glifosato nos Estados Unidos por meio da criação de uma nova empresa. Em Paris, Carrefour (+3,6%), Sanofi (+3,5%) e LVMH (+3,6%) figuraram entre as maiores altas. Na ponta oposta, fabricantes de semicondutores continuaram pressionadas: a ASML caiu 5,3% e a ASM International recuou 6,7%, refletindo a cautela dos investidores em relação ao elevado volume de investimentos em infraestrutura para inteligência artificial.

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