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Amazon já implantou satélites o suficiente para lançar o serviço Leo ainda este ano
Publicado 02/07/2026 • 15:44 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 02/07/2026 • 15:44 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Divulgação
A Amazon informou que já possui satélites suficientes em órbita para iniciar a fase inicial de operação de sua rede de internet via satélite Leo ainda neste ano.
A empresa lançou 29 satélites por volta de 0h30 (horário da Costa Leste dos EUA) desta quinta-feira, a bordo de um foguete Atlas V, da United Launch Alliance (ULA). Com a missão, a constelação da Amazon ultrapassou 390 satélites, número considerado suficiente para oferecer cobertura contínua nas regiões contempladas pela fase inicial do serviço, segundo Chris Weber, vice-presidente de Negócios e Produtos da Amazon Leo, em publicação na rede social X.
O marco representa um avanço importante na estratégia da Amazon para transformar a Leo em uma concorrente da Starlink, da SpaceX, no mercado de internet por satélites em órbita baixa da Terra (LEO, na sigla em inglês).
Em novembro, a empresa iniciou uma fase de testes voltada para clientes corporativos selecionados, chamada de “enterprise preview”, mas o serviço ainda não foi disponibilizado para consumidores nem para clientes governamentais.
A operação comercial inicial deverá atender apenas usuários de determinadas regiões. Segundo Weber, os próximos lançamentos ampliarão gradualmente a cobertura e a capacidade da rede.
A SpaceX saiu na frente da Amazon nesse mercado ao lançar a Starlink em 2015. Desde então, a empresa acumulou uma constelação de aproximadamente 10 mil satélites e ultrapassou 10 milhões de assinantes. A Amazon anunciou seu projeto de internet via satélite em 2019, inicialmente chamado Project Kuiper, que posteriormente passou a se chamar Leo.
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Siga o Times | CNBCA meta da companhia é colocar em órbita cerca de 7.700 satélites, mas o cronograma vem sendo afetado pela escassez de capacidade de lançamento. Em janeiro, ao solicitar uma extensão dos prazos regulatórios às autoridades americanas, a Amazon afirmou que enfrentava atrasos fora de seu controle, incluindo a disponibilidade limitada de foguetes.
Em 2022, a empresa fechou um acordo histórico para reservar lançamentos com a United Launch Alliance, a Arianespace e a Blue Origin, empresa espacial fundada por Jeff Bezos. Posteriormente, também contratou lançamentos da própria SpaceX. No entanto, vários desses fornecedores enfrentaram atrasos em seus programas de foguetes.
Outro revés ocorreu em maio, quando um foguete New Glenn, da Blue Origin, explodiu na plataforma durante um teste de ignição poucos dias antes de transportar um novo lote de satélites da Amazon. A empresa trabalha na reconstrução da plataforma e investiga as causas da falha.
Jeff Bezos e o CEO da Blue Origin, Dave Limp, afirmaram que pretendem colocar o New Glenn novamente em operação ainda este ano. O foguete reutilizável foi desenvolvido para competir com o Starship, da SpaceX, e é capaz de transportar cargas de até 45 toneladas métricas para a órbita baixa da Terra.
A Amazon também anunciou que sua próxima missão da Leo utilizará o foguete Vulcan, da ULA, que poderá transportar cargas maiores de satélites e acelerar o ritmo de implantação da constelação.
Segundo Melissa Wuerl, diretora de sistemas de lançamento da Leo, a empresa já possui centenas de satélites prontos para voo no Centro Espacial de Cabo Canaveral, além de uma nova instalação dedicada à integração dos equipamentos. De acordo com ela, essa estrutura permitirá aumentar a frequência dos lançamentos e expandir rapidamente a cobertura da rede após o início da operação comercial, previsto para ainda este ano.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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