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Bolsas da Europa fecham em queda com preocupações sobre Groenlândia e Fed
Publicado 16/01/2026 • 15:02 | Atualizado há 3 semanas
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Publicado 16/01/2026 • 15:02 | Atualizado há 3 semanas
KEY POINTS
Flickr/OTAN/NATO
Sede da OTAN, em Bruxelas, na Bélgica
As bolsas da Europa fecharam majoritariamente em queda nesta sexta-feira (16) e tiveram resultados divergentes na semana, conforme investidores ponderam ameaças dos Estados Unidos de uma possível aquisição da Groenlândia, que pertence à Dinamarca, ainda que as tensões forneçam suporte aos papéis de defesa.
O mercado segue também monitorando desdobramentos da independência do Federal Reserve (Fed).
Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,04%, a 10.235,29 pontos, e subiu cerca de 1% na semana. Em Frankfurt, o DAX recuou 0,30%, a 25.276,28 pontos. Em Paris, o CAC 40 caiu 0,65%, a 8.258,94 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,43%, a 8.639,05 pontos. Em Madri, o Ibex 35 teve alta de 0,18%, a 17.674,40 pontos. O FTSE MIB caiu 0,11% em Milão, a 45.799,69 pontos.
Na manhã desta sexta-feira, o enviado norte-americano para a Groenlândia, Jeff Landry, mencionou que estão acontecendo “discussões sérias” para um acordo sobre a ilha e que o presidente dos EUA, Donald Trump, deseja reforçar a Doutrina Monroe na região. Para a gestora Bernstein, as ambições do republicano podem desencadear encomendas para fabricantes de armamento europeus.
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Com isso, a britânica BAE Systems avançou 1,62% (cerca de £ 13,87 ou R$ 94,95, na cotação atual), as francesas Dassault Aviation e Thales subiram 1,88% e 2,31%, respectivamente, e a italiana Leonardo teve alta de 1,48%, em melhores posições para captar possíveis encomendas de membros europeus da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e da Dinamarca.
Dentre outros destaques, importantes papéis no setor de semicondutores, como as holandesas ASML e ASM International, estenderam ganhos, ainda em repercussão ao balanço da TSMC, e avançaram 1,46% e 1,27%, na mesma ordem.
No mercado acionário, o banco Keefe, Bruyette & Woods avaliou que os resultados dos bancos americanos são um “bom presságio” para os seus pares europeus, com destaque para o UBS e para o Barclays. No entanto, as ações do credor suíço caíram, enquanto as do britânico tiveram alta perto de 0,7%.
No radar, Trump afirmou no período da tarde que “talvez não queira” a saída de Kevin Hassett da Casa Branca, ao comentar o processo de escolha para o substituto de Jerome Powell como presidente do Fed.
Embora não tenham descartado completamente a ideia, os comentários do republicano foram suficientes para impulsionar o ex-diretor do BC Kevin Warsh nas apostas dos mercados, o que pesou sobre ações dos dois lados do Atlântico.
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