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Ibovespa sobe e retoma os 176 mil pontos com juros futuros e IPCA-15

Publicado 28/07/2026 • 17:45 | Atualizado há 39 minutos

KEY POINTS

  • Ibovespa avançou 0,70%, aos 176.564,75 pontos, com volume financeiro de R$ 21,9 bilhões.
  • IPCA-15 abaixo das projeções derrubou os juros futuros e ampliou o apetite por ações domésticas.
  • Petrobras e bancos sustentaram o índice, enquanto as empresas de telecomunicações ficaram entre as maiores quedas.

O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira (28), após a prévia da inflação de julho vir abaixo do esperado e reforçar as apostas em novos cortes da Selic. O movimento dos juros futuros favoreceu ações ligadas à economia doméstica e ajudou o índice a retomar o patamar dos 176 mil pontos.

O principal índice da bolsa brasileira avançou 0,70%, aos 176.564,75 pontos, após oscilar entre a mínima de 175.326,40 pontos e a máxima de 178.538,64 pontos. O volume financeiro somou R$ 21,9 bilhões.

O índice chegou a superar os 178 mil pontos durante o pregão, mas perdeu parte do fôlego antes do fechamento.

Os principais bancos terminaram em alta. Banco do Brasil (BBAS3) avançou 1,61%, Santander unit (SANB11) subiu 1,13%, Itaú PN (ITUB4) teve alta de 0,40% e Bradesco PN (BBDC4) avançou 0,32%.

Leia também: Ibovespa fecha em alta e retoma os 175 mil pontos com bancos e alívio no Oriente Médio

IPCA-15 reforça apostas em cortes da Selic

O IPCA-15 avançou 0,06% em julho, abaixo da expectativa de 0,20%. A leitura também mostrou menor pressão entre alimentos e serviços, além de uma difusão mais baixa dos aumentos de preços.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Felipe Corleta, sócio da Brazil Wealth, afirmou que o resultado melhorou as perspectivas para a trajetória da Selic.

Segundo ele, o mercado já trabalha com uma probabilidade elevada de corte de 0,25 ponto percentual na próxima reunião do Copom. Após a divulgação do IPCA-15, também cresceram as apostas em uma nova redução dos juros em setembro.

“Essa perspectiva de juros para baixo, junto com o movimento global de busca por ações de bancos e empresas da economia real, fez com que o Brasil se descolasse do exterior e de outros mercados emergentes”, afirmou.

A queda dos juros futuros favoreceu setores mais sensíveis ao custo do crédito, como construção, varejo, tecnologia e saúde.

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Petrobras avança apesar da queda do petróleo

As ações da Petrobras contrariaram o recuo do petróleo no mercado internacional. Os papéis ordinários (PETR3) subiram 0,80%, a R$ 46,42, enquanto os preferenciais (PETR4) avançaram 0,49%, a R$ 41,21.

Investidores aguardavam a divulgação do relatório de produção e vendas da companhia referente ao segundo trimestre.

A Vale (VALE3) terminou estável, a R$ 75,69, em uma sessão de leve queda do minério de ferro.

Entre os maiores ganhos do índice, Vamos (VAMO3) avançou 5,05%, Hapvida (HAPV3) subiu 4,02% e Fleury (FLRY3) ganhou 3,21%.

Na ponta negativa, Telefônica Brasil (VIVT3) caiu 5,98% e TIM (TIMS3) recuou 5,81%, após a divulgação dos resultados trimestrais. Sabesp (SBSP3) perdeu 2,08%.

Leia também: Ibovespa sobe mais de 1% com IPCA-15 abaixo do previsto e reforça apostas de novo corte da Selic

Rotação global favorece mercado brasileiro

No exterior, Corleta destacou uma rotação nas carteiras, com investidores reduzindo posições em empresas de tecnologia e buscando ações mais tradicionais, ligadas ao consumo, bancos e companhias pagadoras de dividendos.

Esse movimento pode favorecer o mercado brasileiro, cuja composição é concentrada em bancos, empresas de commodities e companhias da chamada economia real.

A queda do petróleo também reduziu parte das preocupações com a inflação global. Corleta ponderou, no entanto, que o cenário fiscal e a proximidade das eleições ainda dificultam uma melhora mais intensa das projeções de inflação de longo prazo.

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