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Queda do petróleo impulsiona Dow Jones em mais de 500 pontos, enquanto ações de chips recuam
Publicado 28/07/2026 • 17:20 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 28/07/2026 • 17:20 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: Getty Images
O Dow Jones Industrial Average fechou em forte alta nesta terça-feira, impulsionado por resultados corporativos acima das expectativas, pela queda dos preços do petróleo e por uma rotação de investimentos dos papéis de semicondutores para outros setores da bolsa.
O índice Dow Jones avançou 537 pontos, alta de 1%. As ações da Sherwin-Williams subiram 8% após a empresa divulgar resultados do segundo trimestre superiores às projeções do mercado, liderando os ganhos do índice. Já a Coca-Cola avançou quase 5%, impulsionada por um balanço que superou as expectativas de receita e lucro, além da revisão para cima de sua projeção para o ano. O S&P 500 encerrou o dia com alta de 0,2%.
O Nasdaq Composite, por sua vez, caiu 0,2%. Apesar da recuperação das ações de empresas de software ao longo do pregão, o setor de semicondutores continuou pressionando o índice. O VanEck Semiconductor ETF (SMH) recuou mais de 3%, acumulando o quarto dia consecutivo de perdas, com destaque para a queda de cerca de 10% da Micron e de 8% da AMD.
A queda do petróleo também contribuiu para o bom humor dos investidores. Os preços recuaram após o Irã discutir a situação do Estreito de Ormuz com a Arábia Saudita e Omã. O barril do petróleo WTI caiu 5%, sendo negociado pouco acima de US$ 78, enquanto o Brent recuou mais de 6%, para cerca de US$ 83.
Os movimentos do mercado refletem uma mudança de posicionamento que vem ocorrendo nas últimas semanas. Investidores têm reduzido exposição às grandes empresas de tecnologia e direcionado recursos para setores mais tradicionais da economia.
O Technology Select Sector SPDR Fund (XLK) atingiu seu menor nível desde 7 de maio. Em contrapartida, os ETFs dos setores de saúde (XLV) e financeiro (XLF) renovaram máximas históricas, impulsionados principalmente pelas ações de seguradoras.
Segundo Ross Mayfield, estrategista de investimentos da Baird, essa rotação tem sido ampla e está mais relacionada a fatores técnicos do mercado do que a mudanças nos fundamentos das empresas.
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Siga o Times | CNBC“Tem sido uma rotação bastante ampla. Esse enfraquecimento do momentum já acontece entre seis e oito semanas e tem muito mais relação com fatores técnicos do mercado do que com mudanças fundamentais”, afirmou à CNBC.
Mayfield destacou, porém, que a continuidade da valorização de setores cíclicos, como consumo discricionário, financeiro e indústria, dependerá da manutenção dos preços do petróleo e dos juros próximos aos níveis atuais.
“É difícil defender que esses setores continuarão atraindo investidores se os juros voltarem a subir em toda a curva e o petróleo se aproximar dos US$ 100 por barril”, disse.
Na quarta-feira, o mercado acompanha a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed). A expectativa predominante é de manutenção da taxa de juros, mas investidores buscam sinais mais claros sobre os próximos passos da autoridade monetária. Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, o mercado continua precificando uma alta de 0,25 ponto percentual na reunião de setembro.
Além disso, os resultados das gigantes de tecnologia seguem no radar dos investidores. Nesta semana, o mercado aguarda os balanços de Amazon, Apple, Meta Platforms e Microsoft.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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