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Bolsas da Europa recuam com tensões no Oriente Médio e tarifas de volta ao radar
Publicado 03/06/2026 • 08:17 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 03/06/2026 • 08:17 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Pixabay
As bolsas europeias operam majoritariamente em baixa na manhã desta quarta-feira, em meio a tensões renovadas no Oriente Médio e após os Estados Unidos proporem tarifas adicionais a dezenas de parceiros comerciais, incluindo a União Europeia.
Por volta das 6h50 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 recuava 0,42%, a 622,70 pontos.
Os EUA e o Irã voltaram a trocar ataques ontem, enquanto os esforços diplomáticos para encerrar a guerra no Oriente Médio permanecem estagnados, levando o petróleo a subir pelo terceiro dia consecutivo. No horário acima, o Brent avançava cerca de 2 5%.
Leia também: Bolsas da Ásia fecham majoritariamente em alta; Japão acompanha recordes em NY
A questão comercial também voltou ao radar. O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) propôs a criação de tarifas adicionais de até 12,5% para 60 parceiros, incluindo UE e Brasil, por supostamente falharem em proibir a importação de bens produzidos com “trabalho forçado”.
No âmbito macroeconômico, os índices de gerentes de compras (PMIs) da zona do euro e do Reino Unido referentes a maio foram revisados para cima hoje, mas continuaram abaixo da marca de 50, que indica contração econômica.
Os dados vêm em meio a expectativas de que o Banco Central Europeu (BCE) talvez anuncie um aumento de juros na reunião de política monetária da próxima semana, diante do choque nos preços de energia provocado pela guerra dos EUA e de Israel contra o Irã.
Às 7h05 (de Brasília), a Bolsa de Londres caía 0,31%, a de Paris recuava 0,39%, a de Frankfurt amargava queda de 1,11% e a de Milão cedia 0,33%. As de Madri e Lisboa, por outro lado, subiam 0,40% e 0,59%, respectivamente.
Entre ações individuais, a AkzoNobel tombava mais de 19% em Amsterdã após a Sherwin-Williams e a Nippon Paint Holdings desistirem de comprar a fabricante de tintas holandesa, enquanto a espanhola Inditex, controladora da Zara, saltava 4,2% em Madri após agradar com seu último balanço.
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