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Ibovespa sobe 1,42% com crise no STF e trade eleitoral; dólar cai a R$ 5,10 com fluxo estrangeiro

Publicado 10/09/2026 • 18:04 | Atualizado há 37 minutos

KEY POINTS

  • Ibovespa avançou 1,42%, aos 188.268,59 pontos, após oscilar entre 184.601,20 e 188.538,85 pontos, com volume de R$ 22,9 bilhões.
  • Pesquisa apontou Flávio Bolsonaro com 46,4% e Lula com 46,2% em um cenário de segundo turno, dentro de uma disputa tecnicamente empatada.
  • Dólar caiu 0,19%, a R$ 5,1027, mesmo com a moeda americana mais forte no exterior, em movimento favorecido pela entrada de recursos em ativos brasileiros.

O Ibovespa fechou em alta de 1,42% nesta quinta-feira (10), aos 188.268,59 pontos, enquanto o dólar voltou a cair diante do real e encerrou próximo de R$ 5,10. Os ativos brasileiros se descolaram mais uma vez do ambiente externo, com investidores acompanhando os efeitos da crise no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o cenário político e novas pesquisas eleitorais.

O principal índice da bolsa brasileira oscilou entre 184.601,20 e 188.538,85 pontos. O volume financeiro somou R$ 22,9 bilhões.

No câmbio, o dólar à vista recuou 0,19%, a R$ 5,1027, após variar entre R$ 5,0830 e R$ 5,1464. No mercado futuro, o contrato para outubro operava praticamente estável, com queda de 0,01%, a R$ 5,1275, às 17h07.

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Crise no STF alimenta trade eleitoral

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, David Martins, diretor de investimentos da Brazil Wealth, afirmou que a crise no STF tem contribuído para o chamado trade eleitoral observado nas últimas semanas.

Na avaliação dele, os desdobramentos da crise têm sido interpretados por parte do mercado como mais prejudiciais ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que aumentou as apostas em uma disputa mais equilibrada com a oposição.

Essa percepção ganhou novo impulso nesta quinta-feira com a pesquisa AtlasIntel, realizada em parceria com a Bloomberg. O levantamento mostrou Flávio Bolsonaro com 46,4% das intenções de voto e Lula com 46,2% em um eventual segundo turno, diferença compatível com empate técnico.

Segundo Martins, a possibilidade de uma mudança na condução da política econômica tem levado investidores a projetar maior disciplina fiscal e juros mais baixos no futuro, cenário que favorece ativos de risco.

Brasil se descola do exterior

Martins destacou que o comportamento da bolsa brasileira contrasta com um ambiente internacional de maior cautela.

Nos Estados Unidos, o PPI, indicador de inflação ao produtor, veio em linha com as expectativas, mas mostrou preços ainda pressionados. Ao mesmo tempo, os rendimentos dos títulos americanos de longo prazo permaneceram elevados.

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A alta do petróleo acima de US$ 100 por barril também continua como fonte de preocupação para a inflação global, enquanto investidores aumentam as apostas em uma elevação dos juros pelo Federal Reserve na próxima semana.

Apesar desse cenário, o mercado brasileiro manteve o movimento recente de valorização.

Vale foi uma das exceções no pregão, pressionada pela queda do minério de ferro em Dalian, enquanto a maior parte das ações acompanhou a recuperação do índice.

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Fluxo estrangeiro favorece o real

A melhora na percepção sobre os ativos brasileiros também apareceu no câmbio.

O dólar caiu para R$ 5,1027 mesmo com a moeda americana avançando no exterior. No fim da tarde, o índice DXY subia 0,26%, enquanto o euro recuava 0,23%, a US$ 1,1609, e a libra perdia 0,29%, a US$ 1,3509.

Martins relacionou o descolamento do real à entrada de capital estrangeiro no mercado brasileiro. Segundo ele, investidores internacionais têm aumentado a exposição ao país diante da valorização recente da bolsa e das expectativas associadas ao cenário eleitoral.

O diretor da Brazil Wealth também chamou atenção para o aumento das negociações envolvendo o EWZ, fundo negociado em Nova York que acompanha ações brasileiras e serve como uma das portas de entrada do investidor estrangeiro no mercado local.

A queda do dólar, porém, continua limitada pelos juros elevados nos Estados Unidos, que mantêm os títulos americanos atrativos e disputam recursos com mercados emergentes.

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