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Realizando ganhos, Ibovespa B3 fecha em baixa após sequência de recordes
Publicado 12/02/2026 • 18:04 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 12/02/2026 • 18:04 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Após uma sequência intensa de recordes históricos, incluindo o fechamento acima dos 190 mil pontos no pregão anterior, o Ibovespa B3 passou por um dia de realização de ganhos nesta quinta-feira (12). O principal índice da bolsa brasileira encerrou em 187.766,42 pontos, queda de 1,02%, recuando 1.932,70 pontos.
O movimento ocorre após o rali recente que levou o índice a renovar máximas intradiárias e de fechamento, refletindo uma combinação de fluxo estrangeiro forte, expectativa de corte de juros no Brasil e rotação global de capital para emergentes. A sessão desta quinta foi marcada por ajuste técnico, com parte dos investidores optando por embolsar ganhos recentes.
O S&P/B3 Ibovespa VIX caiu 8,85%, a 20,08 pontos, sinalizando redução na percepção de risco após a volatilidade observada nos dias anteriores.
Entre as ações de maior peso, o dia foi predominantemente negativo. Petrobras (PETR4) recuou 2,63%, fechando a R$ 37,08, acompanhando a oscilação do petróleo no exterior. Itaú (ITUB4) caiu 2,21%, a R$ 48,28, enquanto Bradesco (BBDC4) recuou 1,21%, a R$ 21,28.
Já Vale (VALE3) teve queda mais contida, de 1,02%, encerrando a R$ 89,17, em meio à estabilidade do minério de ferro.
A pressão das blue chips foi determinante para a correção do índice, especialmente após terem sido protagonistas na escalada recente que levou o Ibovespa B3 aos recordes históricos.
Na ponta positiva, o destaque foi Assaí (ASAI3), que avançou 5,09%, para R$ 9,70%, liderando os ganhos do dia. Ambev (ABEV3) subiu 4,76%, a R$ 16,52, enquanto Banco do Brasil (BBAS3) avançou 4,50%, a R$ 26,03, figurando entre as ações mais negociadas da sessão. Os dados são do TradeMap.
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Também registraram alta Telefônica (VIVT3), com ganho de 1,76%, e Fleury (FLRY3), que subiu 1,11%.
Entre as maiores baixas do dia, Raízen (RAIZ4) caiu 12,99%, a R$ 0,67, enquanto Braskem (BRKM5) recuou 11,27%, a R$ 9,61. No setor de siderurgia, CSN (CSNA3) perdeu 9,56%, a R$ 8,70.
Também na ponta de baixo, Magazine Luiza (MGLU3) caiu 8,56%, a R$ 10,15, e CSN Mineração (CMIN3) recuou 5,44%, a R$ 5,56.
O movimento reflete um ajuste após as fortes valorizações recentes, especialmente em papéis mais sensíveis ao ciclo doméstico.
O dólar comercial encerrou com alta de 0,25%, cotado a R$ 5,200, após oscilar entre R$ 5,155 e R$ 5,210 ao longo do dia.
Apesar da abertura em queda, impulsionada pela rotação global para emergentes e pelas sinalizações de gradualismo na Selic por parte do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, a moeda americana ganhou força ao longo da sessão, acompanhando o exterior e refletindo ajuste de posições após a mínima recente.
O índice DXY permaneceu relativamente estável, enquanto investidores aguardam novos dados de inflação nos Estados Unidos. No cenário doméstico, a queda do volume de serviços acima do esperado e o movimento dos Treasuries também influenciaram os juros e o câmbio.
O especialista Felipe Corleta, sócio da GTF Capital e comentarista do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, destacou um cenário de realização de lucros após as recentes máximas históricas. Segundo ele, o Ibovespa B3 enfrentou uma pressão significativa vinda das commodities e um “mood de risk-off” em Wall Street, onde o sentimento de aversão ao risco predominou.
Corleta observou que o fortalecimento da moeda americana e a queda nos rendimentos dos títulos da dívida indicam um fluxo comprador intenso para ativos de segurança, enquanto o mercado global demonstra cautela com as big techs e o cenário político nos Estados Unidos.
No cenário doméstico, Corleta ressaltou que o índice brasileiro demonstrou certa resiliência, sustentado por balanços corporativos sólidos que impediram uma queda mais acentuada. “A bolsa só não caiu mais por conta de balanços muito bons do Banco do Brasil e da Ambev”, afirmou o analista, mencionando que a instituição financeira superou as expectativas de lucro em mais de 40%. A
pesar desse fôlego pontual, ele alertou que o movimento de correção pode se estender, especialmente com a proximidade do feriado de Carnaval, levando o investidor a buscar proteção e reduzir sua exposição ao risco no curto prazo.
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