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Petróleo fecha em baixa de quase 3% com redução do prêmio de risco
Publicado 12/02/2026 • 17:25 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 12/02/2026 • 17:25 | Atualizado há 8 meses
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Pixabay
Plataforma de petróleo
O petróleo fechou em queda de quase 3%, em sessão fortemente influenciada pelas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã. As perspectivas de um acordo entre as duas nações reduziram os prêmios de risco da commodity. Enquanto isso, a Agência Internacional de Energia (AIE) projeta recuperação da oferta de petróleo nos próximos meses, após recuo em janeiro.
Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo Brent para abril recuou 2,71% (US$ 1,88), a US$ 67,52 (cerca de R$ 354,48, na cotação atual) o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE). Já o WTI para março fechou em baixa de 2,85% (US$ 1,79), a US$ 62,84 (R$ 329,91) o barril.
A commodity operava em alta na madrugada, mas sucumbiu à pressão de múltiplos catalisadores. Perspectivas de maior demanda, negociações em busca de paz no Oriente Médio e no Leste Europeu, além de deterioração no sentimento de risco em Nova York pesaram sobre os preços.
No fronte geopolítico, autoridades da Turquia sinalizaram maior flexibilidade dos EUA e do Irã, afirmando que ambos parecem prontos para se comprometer em prol de um acordo nuclear.
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Siga o Times | CNBCEm paralelo, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu afirmou que os iranianos podem ser forçados a aceitar “um bom acordo”. Em evento, o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que um pacto pode ser fechado já no próximo mês.
Por ora, os mercados de energia precificaram nível limitado de risco, aponta o TD Securities, demonstrando maior insensibilidade aos riscos na região do Oriente Médio na última década e preocupações mitigadas pelas eleições de meio de mandato nos EUA, além das negociações em curso.
Na Europa, uma reportagem da Bloomberg revelou que a Rússia se dispôs a retomar operações em dólar e cooperar com os EUA em uma série de áreas, incluindo petróleo offshore e gás natural, após acordo para encerrar a guerra na Ucrânia.
Em relação a oferta, a AIE atribuiu a queda no suprimento de 1,2 milhão de barris por dia em janeiro à uma severa tempestade de inverno nos EUA e restrições de exportação nos fluxos do Casaquistão, Rússia e Venezuela, mas projetou recuperação nos próximos meses. A agência também cortou estimativa de avanço da demanda.
No período da manhã, Trump afirmou que as relações com a Venezuela são “extraordinárias” e que o petróleo já “começa a fluir”.
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