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Ibovespa B3 sobe e bate recorde com sinalização de corte da Selic; dólar cai
Publicado 29/01/2026 • 11:42 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 29/01/2026 • 11:42 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Montagem/Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC
Ibovespa B3 quebra recordes históricos
O Ibovespa B3 avança na primeira metade do pregão desta quinta-feira (29), sustentado pela sinalização de início do ciclo de cortes da Selic na reunião de março, indicada pelo comunicado do Comitê de Política Monetária divulgado na véspera.
Por volta das 11h33, o Ibovespa B3 subia 0,65%, aos 185.892 pontos, próximo da máxima intradiária de 186.450 pontos, atingida mais cedo, novo recorde histórico.
No mercado de câmbio, o dólar registrava queda de 0,58%, cotado a R$ 5,17 por volta das 10h23, refletindo a entrada de recursos estrangeiros e o aumento do apetite por risco no mercado local.
Se encerrar o pregão acima dos 185 mil pontos, o índice supera o recorde de fechamento registrado na sessão anterior, quando terminou aos 184.691 pontos.
Entre as blue chips, as ações ordinárias da Vale avançavam 2,05%.
Os papéis da Petrobras também operavam em forte alta, com ganho de 2,45% nas ações ordinárias e de 2,81% nas preferenciais, acompanhando a valorização do petróleo no mercado internacional.
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Na noite de quarta-feira (28), o Copom manteve a Selic em 15% ao ano por decisão unânime, conforme esperado. No comunicado, a autoridade monetária indicou que pode iniciar o ciclo de afrouxamento monetário na próxima reunião, caso o cenário evolua conforme o previsto.
Para a Ativa Investimentos, o tom do comunicado sugere um início cauteloso do ciclo, com possível corte de 0,25 ponto percentual em março. A mediana do mercado no Boletim Focus, no entanto, aponta para uma redução de 0,5 ponto.
Cresce no mercado a avaliação de que o ciclo de queda da Selic pode ser mais intenso do que indicam as projeções atuais. As estimativas apontam a taxa em 14,5% em março e em 12,25% ao fim de 2026.
Há leituras que consideram espaço para a Selic encerrar o ano abaixo de 11%, diante da combinação de desinflação gradual, desaceleração da atividade econômica e melhora na ancoragem das expectativas.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve a taxa de juros no intervalo entre 3,5% e 3,75% ao ano, em linha com o esperado.
O comunicado indicou que a economia americana segue em expansão, ainda que com sinais de moderação. O mercado de trabalho mostra desaceleração na criação de vagas, com taxa de desemprego relativamente estável, reduzindo riscos imediatos de superaquecimento.
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