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Ibovespa cai 0,56% com realização de lucros e crise no STF no radar; dólar sobe a R$ 5,13 com maior cautela política

Publicado 11/09/2026 • 18:14 | Atualizado há 4 horas

KEY POINTS

  • Ibovespa caiu 0,56%, aos 187.206,89 pontos, com volume de R$ 17,3 bilhões; na semana, o índice acumulou alta de 1,11%.
  • Ampliação das investigações do caso Master e novos desdobramentos envolvendo o STF elevaram a cautela, enquanto petróleo e minério de ferro também recuaram.
  • Dólar avançou 0,44%, a R$ 5,1254, com aumento da percepção de risco doméstico, mas encerrou a semana com leve queda de 0,11%.

O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira (11), enquanto o dólar avançou diante do real, em uma sessão marcada por novos desdobramentos da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e o caso Banco Master, realização de lucros e queda das commodities.

O principal índice da bolsa brasileira recuou 0,56%, aos 187.206,89 pontos, após oscilar entre 186.207,69 e 188.586,47 pontos. O volume financeiro somou R$ 17,3 bilhões.

Apesar da queda no último pregão, o Ibovespa encerrou a semana com valorização de 1,11%.

No câmbio, o dólar à vista avançou 0,44%, a R$ 5,1254, depois de variar entre R$ 5,0719 e R$ 5,1330. Na semana, porém, a moeda americana acumulou leve baixa de 0,11%.

Leia também: Petróleo recua nesta sexta-feira, mas fecha semana com alta de mais de 9%

Crise no STF volta a pesar

O noticiário envolvendo o STF e o Banco Master voltou a ganhar espaço na formação dos preços. A queda do sigilo das investigações ampliou a expectativa dos investidores por novas informações sobre as relações políticas ligadas ao caso e seus possíveis efeitos sobre a disputa presidencial.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, David Martins, diretor de investimentos da Brazil Wealth, afirmou que o avanço das investigações contribuiu para reduzir a disposição dos investidores a assumir risco nesta sexta-feira.

Segundo Martins, o mercado vinha precificando nas últimas semanas uma disputa eleitoral mais apertada, movimento que ajudou a levar a bolsa para cima, derrubar o dólar e fechar a curva de juros. Os novos desdobramentos do caso Master, porém, aumentaram novamente a incerteza sobre como o episódio poderá afetar os candidatos nas próximas pesquisas.

O analista destacou que a próxima semana deve manter o cenário político sob forte atenção, com novos acontecimentos relacionados ao caso e ao STF.

Realização e commodities pressionam bolsa

Martins apontou também um movimento de realização de lucros depois da forte valorização recente dos ativos brasileiros. Após semanas de descolamento positivo em relação ao exterior, investidores aproveitaram a sexta-feira para reduzir parte das posições em renda variável.

A queda das commodities também pesou. O petróleo recuou após uma forte valorização recente, embora permanecesse acima dos US$ 100 por barril, pressionando as ações do setor.

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O minério de ferro também caiu, movimento que prejudicou Vale e ajudou a limitar o desempenho do Ibovespa.

O comportamento contrastou com os mercados internacionais, que tiveram sessão mais favorável, reforçando o caráter doméstico da queda brasileira.

IPCA traz alívio, mas cautela permanece

No campo econômico, investidores também avaliaram o IPCA. Segundo Martins, a inflação registrou deflação de 0,32%, resultado mais intenso do que o esperado pelo mercado, enquanto a taxa acumulada em 12 meses ficou em 4,22%.

A leitura trouxe algum alívio, mas o diretor da Brazil Wealth ponderou que parte relevante do resultado foi influenciada pelo bônus de Itaipu, o que dificulta uma avaliação mais clara da tendência da inflação.

Por isso, o mercado deve observar principalmente os próximos dados antes de definir até onde o Banco Central poderá avançar no ciclo de redução da Selic.

Leia também: Ouro encerra sessão estável e acumula queda de 1,5% na semana

Dólar volta a subir

No câmbio, os novos capítulos da crise política reduziram parte do apetite pelo real observado nas últimas semanas.

O dólar à vista fechou a R$ 5,1254, em alta de 0,44%. Segundo a leitura do mercado, a abertura das investigações do caso Master aumenta a incerteza sobre os possíveis reflexos do episódio nas próximas pesquisas eleitorais e incentivou uma postura mais defensiva.

O movimento doméstico foi mais intenso que o observado no exterior. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar diante de uma cesta de moedas fortes, subia apenas 0,08%, aos 99,123 pontos.

Ainda assim, a moeda americana encerrou a semana em queda de 0,11% diante do real, preservando parte do movimento de valorização da moeda brasileira observado nos últimos pregões.

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