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Ouro

Ouro encerra sessão estável e acumula queda de 1,5% na semana

Publicado 11/09/2026 • 15:05 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O contrato de ouro para dezembro terminou a sessão a US$ 4.408,90 por onça-troy.
  • Núcleo mensal do CPI dos EUA ficou acima das expectativas e reforçou as apostas sobre os juros do Fed.
  • Goldman Sachs mantém projeção de US$ 4.900 para o ouro até o fim de 2026.
Barras de ouro

Foto: Unsplash

O ouro fechou praticamente estável nesta sexta-feira (11), após as perdas da sessão anterior, enquanto investidores avaliavam o índice de preços ao consumidor (CPI) de agosto dos Estados Unidos e as perspectivas para os juros do Federal Reserve (Fed). A inflação elevada mantém no radar a possibilidade de novas altas dos juros ao longo do ano.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do ouro para dezembro encerrou em alta de 0,03%, a US$ 4.408,90 por onça-troy.

A prata para dezembro subiu 0,40%, a US$ 65,18 por onça-troy.

Na semana, o ouro acumulou queda de 1,5%, enquanto a prata recuou 2,3%.

Durante a sessão, o ouro chegou a operar em alta com a queda do petróleo, mas passou a apresentar maior volatilidade após a divulgação do CPI. O índice veio em linha com as expectativas em sua leitura geral, enquanto o núcleo mensal ficou acima do esperado.

O resultado reforçou as apostas de que o Fed adotará uma postura mais restritiva em sua reunião da próxima semana. O mercado também passou a atribuir probabilidade majoritária a uma alta acumulada de 50 pontos-base nos juros até o fim do ano, segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group.

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O ambiente de juros mais elevados tende a pressionar o ouro, que não oferece rendimento, especialmente quando os rendimentos dos títulos públicos aumentam.

Para Samer Hasn, da XS.com, o metal também enfrenta a falta de um horizonte de curto prazo para a resolução do conflito no Oriente Médio. Os riscos de escalada aumentam a volatilidade e contribuem para a elevação dos rendimentos dos títulos em diferentes mercados.

Apesar do cenário de curto prazo, o Goldman Sachs mantém uma perspectiva positiva para o ouro no segundo semestre. O banco avalia que o metal pode continuar avançando, embora o uso crescente de alguns derivativos vinculados à commodity possa contribuir para aumentar a volatilidade dos preços.

O Goldman Sachs projeta que o ouro alcance US$ 4.900 por onça-troy até o fim do ano.

No fim de agosto, o metal acumulava valorização de 15% em relação à mínima registrada em meados de julho, segundo o banco.

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