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Ibovespa cai a 177 mil pontos em aversão a risco político com diálogo de Flávio Bolsonaro e Vorcaro
Publicado 13/05/2026 • 17:43 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 13/05/2026 • 17:43 | Atualizado há 1 hora
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Ibovespa
O Ibovespa encerrou em queda de 1,69% nesta quarta-feira (13), cotado a 177.287 mil pontos, com a percepção de volatilidade política e institucional no país. Agentes de mercado ouvidos pelo Times Brasil – licenciado exclusivo CNBC, avaliam que a troca de mensagens entre o pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, do banco Master, expõe o mercado a um sentimento generalizado de aversão à incerteza.
Durante a sessão, uma reportagem do site The Intercept Brasil revelou que o político pediu ao empresário que realizasse uma série de pagamentos milionários, previamente combinados, para o financiamento do filme Dark Horse, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Esse tipo de notícia costuma impactar diretamente o fluxo estrangeiro, pressionando câmbio, juros futuros e Bolsa simultaneamente”, diz David Martins, sócio-diretor da Brazil Wealth.
Martins explica que o setor do varejo foi um dos destaques negativos do dia, refletindo a preocupação do mercado com desaceleração do consumo, custo de crédito elevado e pressão inflacionária ainda persistente.
O economista Bruno Perri, sócio-fundador da Forum Investimentos, afirmou que o mercado passou a rever as chances eleitorais de Flávio, por associar a família Bolsonaro ao escândalo do caso Master. Até então, ele diz, a percepção predominante era de que o episódio atingia mais o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“O assunto Master é um assunto muito forte, muito ligado à percepção de corrupção no Brasil, enfim, atingiu praticamente todos os poderes e todas as esferas políticas e até agora não vinha sendo associada explicitamente à família Bolsonaro”, explica.
Para o analista, a reação negativa dos ativos não estaria ligada a uma preferência pessoal do mercado por Flávio Bolsonaro, mas à expectativa de parte dos investidores por uma eventual mudança de direção na política econômica brasileira em 2026, com uma agenda considerada mais ortodoxa do ponto de vista fiscal.
Perri também afirmou que a piora na percepção eleitoral em torno do senador provocou abertura da curva de juros futuros e afetou especialmente setores mais sensíveis ao crédito e à atividade econômica, como construção civil, bancos e empresas ligadas ao consumo.
“O movimento de hoje reforça que o mercado brasileiro continua extremamente dependente de maior previsibilidade fiscal, política e econômica para sustentar novas altas. Enquanto houver aumento de ruído doméstico e um cenário externo mais pressionado, o dólar tende a permanecer fortalecido e o Ibovespa mais volátil no curto prazo”, resume Martins.
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