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CNBCDow Jones fecha praticamente estável após atingir recorde histórico; Nasdaq inicia julho em queda

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Ibovespa cai pelo terceiro pregão consecutivo e fecha abaixo dos 172 mil pontos

Publicado 01/07/2026 • 17:52 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Volume financeiro somou R$ 21,6 bilhões em mais uma sessão de baixa liquidez na bolsa.
  • Petrobras pesou no índice após falas sobre possível redução no preço da gasolina.
  • Felipe Corleta disse que o fluxo de notícias segue negativo para ativos brasileiros.
índice

Reprodução

O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira (1º), pelo terceiro pregão seguido, e iniciou julho abaixo dos 172 mil pontos. O principal índice da bolsa de valores recuou 0,20%, aos 171.688,61 pontos, com volume financeiro de R$ 21,6 bilhões.

O pregão foi marcado por cautela no mercado doméstico, alta do dólar e pressão sobre ações da Petrobras. Investidores também seguiram atentos ao cenário fiscal e ao fluxo estrangeiro mais fraco para ativos brasileiros.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Felipe Corleta, sócio da Brasil Wealth, afirmou que o mercado local ainda opera sob um fluxo de notícias negativo, mesmo com recomendações favoráveis de bancos estrangeiros para ações brasileiras.

“De fato, se a gente olhar a perspectiva histórica, a bolsa brasileira está barata. Mas o news flow está negativo”, disse Corleta.

Petrobras pesa após fala sobre gasolina

As ações da Petrobras fecharam mistas em dia de queda firme do petróleo. Petrobras ON (PETR3) caiu 0,50%, a R$ 41,57, enquanto Petrobras PN (PETR4) teve leve alta de 0,08%, a R$ 37,83.

A presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou que a companhia estuda uma redução no preço da gasolina. Para Corleta, a leitura do mercado é que a Petrobras pode estar atuando para conter pressões inflacionárias, o que preocupa investidores da companhia.

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“Quando o petróleo sobe, a gasolina aqui não sobe. E quando o petróleo cai, a gasolina cai. A Petrobras não recompondo margens diante dessa queda do petróleo”, afirmou.

Segundo ele, essa percepção reforça o receio de interferência na política de preços da estatal.

Cautela doméstica e exterior

No cenário doméstico, Corleta citou a piora do humor com fiscal, a alta do dólar e a pressão nos juros como fatores que pesaram sobre o mercado. O dólar fechou em forte alta nesta quarta-feira, cotado acima de R$ 5,21.

O analista também mencionou que o ambiente externo não favoreceu mercados emergentes. Apesar de Wall Street ter mostrado desempenho positivo em parte do pregão, o movimento segue concentrado em empresas ligadas à tecnologia e inteligência artificial, o que reduz o interesse por bolsas mais expostas a commodities, como a brasileira.

“A bolsa brasileira está barata, mas isso não quer dizer que vai subir no curtíssimo prazo. O movimento do mercado no curto prazo está mais atrelado ao fluxo, ao interesse e ao apetite”, disse Corleta.

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