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Ibovespa dispara 1,55% com juros em queda; dólar recua após trégua entre EUA e Irã
Publicado 25/08/2026 • 17:35 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 25/08/2026 • 17:35 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O mercado brasileiro encerrou esta terça-feira (25) com forte alta da bolsa e queda do dólar, beneficiado pela melhora do ambiente externo e pelo recuo dos juros. O Ibovespa avançou 1,55%, aos 174.576,80 pontos, enquanto a moeda americana caiu 0,25%, a R$ 5,1404.
O principal índice da bolsa brasileira oscilou entre 171.178,87 e 174.784,92 pontos e terminou próximo da máxima do pregão. O volume financeiro somou R$ 20,4 bilhões.
Com o resultado, o Ibovespa completou a quinta sessão consecutiva de valorização, ampliando a recuperação iniciada depois da sequência de 11 quedas.
No câmbio, o dólar à vista variou entre R$ 5,1394 e R$ 5,1661 e encerrou perto da mínima do dia.
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A principal força por trás da alta veio da queda dos juros futuros, que favoreceu especialmente ações mais sensíveis ao custo do crédito, como empresas dos setores imobiliário e de consumo.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Felipe Corleta, sócio da Brazil Wealth, afirmou que o fechamento da curva de juros acompanhou um movimento semelhante no exterior.
Segundo ele, investidores passaram a enxergar uma redução do risco de uma nova escalada militar entre Estados Unidos e Irã, com a pressão americana sobre Teerã assumindo um caráter mais econômico e diplomático.
A perspectiva ajudou a derrubar os preços do petróleo e reduziu parte das preocupações com a inflação. Juros menores tendem a favorecer a bolsa porque reduzem os custos de financiamento das empresas e aumentam a atratividade relativa da renda variável.
“Esse é o principal fator de alta para a nossa Bolsa: juros fechando e uma perspectiva mais positiva para a trajetória da taxa de juros”, afirmou Corleta.
Outro impulso veio das companhias ligadas a aço, metais e mineração.
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Siga o Times | CNBCCorleta relacionou o desempenho do setor ao agravamento das tensões comerciais entre Estados Unidos e Canadá. Segundo ele, novas tarifas podem reduzir a competitividade do aço canadense no mercado americano e abrir espaço para exportadores brasileiros.
A combinação entre juros em queda e valorização das exportadoras ajudou a espalhar os ganhos pelo mercado e levou o Ibovespa para a região dos 174 mil pontos.
Apesar da recuperação recente, Corleta ponderou que o movimento ainda devolve apenas parte das perdas acumuladas anteriormente.
No mercado de câmbio, o real também se beneficiou do ambiente mais favorável para ativos de risco.
O dólar à vista caiu 0,25%, a R$ 5,1404, acompanhando o enfraquecimento da moeda americana no mercado internacional. O índice DXY recuava 0,10%, aos 98,902 pontos no fim da tarde.
A possibilidade de um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã e de avanços para a reabertura do Estreito de Ormuz também contribuiu para melhorar o sentimento dos investidores e favoreceu a retomada do fluxo para mercados emergentes.
A ausência de novos gatilhos domésticos, porém, limitou uma valorização mais intensa do real.
Leia também: Ouro encerra sessão quase estável, enquanto mercado monitora juros e dívida dos EUA
O próximo teste para os mercados vem dos Estados Unidos. Investidores aguardam o balanço da Nvidia, visto como um dos principais termômetros do movimento de valorização das empresas ligadas à inteligência artificial.
Corleta afirmou que uma nova superação das expectativas pode dar fôlego ao rali do setor, enquanto uma eventual frustração teria potencial para provocar uma correção mais forte nas ações de tecnologia.
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