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S&P 500 começa a semana em queda, pressionado por onda de vendas de ações de empresas de semicondutores
Publicado 24/08/2026 • 17:59 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 24/08/2026 • 17:59 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
AFP
Operadores trabalham no pregão da Bolsa de Valores de Nova York. Investidores acompanham novos dados econômicos dos Estados Unidos e as expectativas para a próxima decisão de juros do Federal Reserve.
O S&P 500 fechou em leve baixa nesta segunda-feira (24), com a queda das principais ações de tecnologia mais do que compensando o alívio provocado pela redução dos rendimentos dos Treasuries.
O índice recuou 0,28%, aos 7.652,86 pontos, enquanto o Nasdaq Composite caiu 0,76%, para 25.980,19 pontos. Na contramão, o Dow Jones Industrial Average avançou 140,15 pontos, ou 0,26%, aos 53.417,16 pontos.
As ações de semicondutores estiveram entre as principais responsáveis pela pressão sobre o mercado. A Micron Technology caiu 5,8%, enquanto Advanced Micro Devices e Broadcom recuaram mais de 3% e 2%, respectivamente. O ETF iShares Semiconductor (SOXX) perdeu 2,7%.
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Outras empresas de tecnologia também tiveram um dia negativo. Coherent e Lumentum caíram mais de 4% cada, enquanto Sandisk recuou 6%. A Corning perdeu quase 3%, e a Seagate Technology caiu 6,5%.
Os rendimentos dos Treasuries recuaram depois que a CNBC informou que o Tesouro dos EUA poderia usar sua Conta Geral (General Account) para financiar uma operação de recompra de títulos. O rendimento da nota de 10 anos caiu mais de 3 pontos-base, para 4,704%. Já o rendimento do título de 30 anos, que havia superado 5,3% na semana passada (atingindo o maior nível em quase 20 anos), recuou mais de 4 pontos-base, para 5,234%.
A notícia veio depois de o secretário do Tesouro, Scott Bessent, dizer à CNBC na semana passada que o Departamento do Tesouro planeja pelo menos dobrar o volume de recompras da dívida pública nos próximos meses, podendo superar os US$ 4 bilhões (R$ 20,92 bilhões) anunciados no início daquela semana.
Após o anúncio inicial, houve algum alívio na ponta mais longa da curva de juros americana, mas o efeito acabou sendo passageiro.
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Siga o Times | CNBCAs ações vêm sofrendo com a alta dos rendimentos dos títulos em várias partes do mundo, com as taxas no Japão, na França e na Alemanha atingindo máximas de vários anos. Os investidores também estão preocupados com a possibilidade de a guerra entre EUA e Irã se prolongar, mantendo os preços do petróleo elevados e pressionando a inflação.
“O esforço do Tesouro para limitar as taxas de longo prazo, emitindo mais títulos de curto prazo como instrumento de financiamento, fará com que o custo dos juros da dívida do governo americano fique cada vez mais ligado ao que o Federal Reserve fizer com a taxa dos Fed Funds”, disse Peter Boockvar, diretor de investimentos da One Point BFG Wealth Partners. “Não acho que isso seja algo que Kevin Warsh vá abordar em seu discurso de sexta-feira, mas é um novo elemento com o qual ele terá de lidar.”
O presidente do Fed, Kevin Warsh, deve discursar no simpósio anual do Federal Reserve em Jackson Hole, Wyoming.
Leia mais: Bolsas da Ásia fecham em baixa com cautela antes de novas sanções dos EUA ao Irã
O sentimento dos investidores também foi afetado pela declaração do presidente Donald Trump de que os EUA elevarão para 50%, a partir de 1º de janeiro de 2027, as tarifas sobre as importações do Canadá de “todos os carros, caminhões, grandes e pequenos, peças automotivas e aço”.
“Estamos em uma espécie de calmaria de verão”, disse Robert Conzo, CEO da The Wealth Alliance. Ainda assim, ele acrescentou que, se o crescimento dos lucros continuar forte e os dados de inflação vierem conforme o esperado, o cenário para o mercado acionário deverá ser “bastante bom” daqui para frente.
Nesta semana, os investidores terão novos dados de inflação, com a divulgação, na quarta-feira, do índice de preços de gastos de consumo pessoal (PCE) de julho. A inteligência artificial também estará no radar, com Nvidia e Marvell Technology divulgando seus resultados na quarta e na quinta-feira, respectivamente.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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