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Ibovespa cai 1,23% e perde os 176 mil pontos com pressão de bancos após Copom
Publicado 06/08/2026 • 17:54 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 06/08/2026 • 17:54 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O Ibovespa fechou em queda firme nesta quinta-feira (6), no primeiro pregão após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), pressionado principalmente pelos bancos e pelo ambiente mais fraco em Nova York.
O principal índice da bolsa brasileira recuou 1,23%, aos 175.546,36 pontos, depois de oscilar entre 175.514,86 e 177.720,00 pontos. O volume financeiro somou R$ 19,3 bilhões.
Na véspera, o Banco Central reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano, mas deixou em aberto os próximos passos da política monetária. A ausência de uma sinalização clara sobre novos cortes ajudou a limitar o apetite por risco nesta quinta-feira.
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Entre os papéis de maior peso, os bancos recuaram em bloco. Banco do Brasil (BBAS3) caiu 3,66%, Bradesco PN (BBDC4) perdeu 1,94%, Itaú PN (ITUB4) recuou 1,30%, BTG Pactual unit (BPAC11) caiu 1,07% e Santander unit (SANB11) cedeu 0,71%.
A Petrobras ajudou a limitar as perdas. Os papéis preferenciais (PETR4) subiram 0,48%, a R$ 42,13, enquanto os ordinários (PETR3) avançaram 0,34%, a R$ 47,31, acompanhando a disparada de quase 4% do petróleo. A companhia divulga nesta noite seus resultados do segundo trimestre.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Arthur Horta, head de análise da GTF Capital, avaliou que a decisão do Copom foi mais dura do que parte do mercado esperava, apesar do corte da taxa básica.
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Siga o Times | CNBCSegundo ele, a mensagem do Banco Central deixou aberta a possibilidade de uma pausa no ciclo de redução dos juros a partir da próxima reunião.
Horta afirmou que a permanência da Selic em nível elevado tende a ser um fator de pressão para a bolsa, embora não explique sozinha a queda desta quinta-feira.
Na avaliação do analista, o mercado também atravessa um momento de menor tolerância ao risco. Ele destacou que empresas que divulgaram resultados próximos das expectativas ainda assim vêm registrando quedas fortes, sinal de que investidores buscam gatilhos mais claros antes de aumentar a exposição a ações.
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O ambiente internacional adicionou pressão ao mercado local. As bolsas de Nova York recuaram após a recuperação recente, com investidores novamente atentos às tensões entre Estados Unidos e Irã.
Horta classificou o movimento nos Estados Unidos como uma acomodação após a forte recuperação observada nos últimos pregões, especialmente nos índices ligados ao setor de tecnologia.
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