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Ibovespa fecha estável pressionado por Petrobras; dólar recua a R$ 5,10 com alívio nos juros dos EUA

Publicado 03/09/2026 • 17:51 | Atualizado há 22 minutos

KEY POINTS

  • Ibovespa recuou 0,01%, aos 185.188,13 pontos, com volume financeiro de R$ 26,2 bilhões; dólar caiu 0,08%, a R$ 5,1045.
  • Petrobras pressionou o índice e limitou o avanço de outros papéis, em um movimento de realização após a sequência de altas.
  • Dólar completou a quarta queda seguida, enquanto declarações de Christopher Waller reduziram as apostas em uma alta dos juros pelo Fed neste mês.

O Ibovespa fechou praticamente estável nesta quinta-feira (3), interrompendo uma sequência de 11 pregões de alta, enquanto o dólar recuou pelo quarto dia consecutivo e permaneceu próximo de R$ 5,10. A bolsa chegou a superar os 188 mil pontos durante a sessão, mas perdeu força com a realização em ações de grande peso.

O principal índice da bolsa brasileira recuou 0,01%, aos 185.188,13 pontos, depois de oscilar entre 184.718,36 e 188.891,50 pontos. O volume financeiro somou R$ 26,2 bilhões.

No câmbio, o dólar à vista caiu 0,08%, a R$ 5,1045, após variar entre R$ 5,0705 e R$ 5,1137. No mercado futuro, o contrato para outubro subia 0,21%, a R$ 5,1360, às 17h06.

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Vale e Petrobras limitam o índice

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, David Martins, diretor de investimentos da Brazil Wealth, afirmou que diversas ações ainda mantiveram o ritmo positivo observado nos últimos pregões, mas a queda de empresas com peso relevante no índice impediu um novo avanço.

Entre elas, Martins destacou Vale e Petrobras. Segundo o analista, os papéis passaram por realização de lucros após as valorizações recentes.

No caso da Vale, a queda ocorreu mesmo com o minério de ferro em alta em Dalian. Já a Petrobras perdeu força depois de uma sequência positiva acompanhando a valorização do petróleo.

“Por mais que nós tenhamos tido muitos papéis em alta, a gente fechou praticamente no zero a zero”, afirmou Martins.

Índice chegou aos 188 mil pontos

A estabilidade no fechamento contrastou com o desempenho da primeira parte do pregão. O Ibovespa chegou aos 188.891,50 pontos na máxima do dia, mantendo inicialmente o movimento de valorização das últimas semanas.

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Segundo Martins, o cenário político continuou influenciando as expectativas dos investidores. Pesquisas recentes apontando uma disputa presidencial mais apertada têm levado agentes do mercado a reavaliar as perspectivas para a condução da política econômica e para as contas públicas.

Na avaliação do diretor da Brazil Wealth, essa percepção tem contribuído para a queda dos juros futuros, o fortalecimento do real e a maior procura por ativos de risco.

Martins afirmou ainda que as pesquisas eleitorais devem continuar provocando ajustes nos preços até a eleição, especialmente diante da maior proximidade observada entre os principais candidatos em cenários de segundo turno.

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Dólar recua pelo quarto pregão

No câmbio, o real manteve a sequência de valorização, embora o movimento tenha perdido força perto do fechamento. Depois dos ganhos recentes dos ativos domésticos, investidores aproveitaram a sessão para realizar parte das posições.

A queda do dólar no Brasil, porém, foi bem menor que a observada no exterior. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana diante de uma cesta de seis divisas fortes, recuava 0,63%, aos 98,966 pontos.

O enfraquecimento global da moeda ganhou força após declarações de Christopher Waller. O dirigente do Federal Reserve sinalizou disposição de esperar mais pela convergência da inflação americana à meta, reduzindo as apostas de uma alta de juros na reunião deste mês.

O dólar também caiu com força diante do iene, diante de especulações sobre uma possível intervenção na moeda japonesa e das expectativas de aumento dos juros pelo Banco do Japão.

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