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Ibovespa interrompe sequência de 8 semanas de queda com trégua entre EUA e Irã, mas cautela permanece
Publicado 12/06/2026 • 20:39 | Atualizado há 37 minutos
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Publicado 12/06/2026 • 20:39 | Atualizado há 37 minutos
KEY POINTS
A perspectiva de um acordo entre Estados Unidos e Irã trouxe alívio aos mercados globais nesta semana, impulsionando bolsas e derrubando os preços do petróleo. O otimismo foi tamanho que o Ibovespa interrompeu a sequência de oito quedas semanais, e acumulou valorização de 1,25% entre a última segunda (8) e esta sexta-feira (12), segundo o RocketTrader.
Especialistas, porém, avaliam que mesmo um eventual encerramento do conflito não seria suficiente para eliminar a volatilidade que ainda ronda os ativos brasileiros.
A redução das tensões no Oriente Médio levou investidores a revisar os riscos de uma escalada militar na região. Com isso, o petróleo recuou cerca de 6% na semana, e ativos considerados mais arriscados ganharam força. Para o conselheiro do Corecon-SP, Adenauer Rockenmeyer, o mercado já começou a incorporar a possibilidade de um cessar-fogo aos preços.
“Os Estados Unidos sinalizam que estão tentando construir um processo para que haja um cessar-fogo. Isso faz com que haja uma queda significativa dos riscos, e o mercado trabalha em cima dessas probabilidades”, explicou.
Segundo ele, um eventual fim da guerra tende a aliviar as pressões sobre os preços da energia, contribuindo para um cenário mais favorável para a inflação. Ainda assim, o economista ressalta que outros fatores continuarão influenciando o comportamento dos investidores.
“O cessar-fogo vai ajudar, mas há outras condições e variáveis que também são preponderantes para acalmar o ânimo do mercado”, disse, citando incertezas ligadas ao cenário eleitoral e às expectativas dos agentes econômicos.
Na mesma linha, o CEO da LR3 Investimentos, Rodrigo Rios, observa que a reação positiva dos mercados não decorre da convicção de que a guerra chegou ao fim, mas da percepção de que o risco de uma escalada diminuiu.
“O mercado não necessariamente acredita que a guerra acabou, mas trabalha com probabilidades. Quando a percepção de risco diminui, investidores reduzem posições defensivas, o petróleo tende a recuar e ativos de risco ganham força”, explicou.
Rios destaca que o fim do conflito retiraria um importante fator de pressão sobre a inflação global, mas não alteraria automaticamente as estratégias dos bancos centrais. Segundo ele, tanto o Federal Reserve quanto o Banco Central brasileiro continuarão guiando suas decisões pela evolução dos indicadores econômicos e das expectativas inflacionárias.
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