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Master Capixaba: Apex Partners – sócia da CVC – consegue proteção judicial para não pagar R$ 985 milhões em dívidas
Publicado 09/08/2026 • 17:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 09/08/2026 • 17:30 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Divulgação
Master Capixaba: entenda em 5 pontos o caso que envolve a Apex Partners e a CVC
O grupo capixaba Apex Partners obteve, na Comarca da Capital de Vitória, uma tutela cautelar que suspende por 60 dias a execução de dívidas e garantias contra a empresa.
A decisão também impede a retenção de caixa do grupo enquanto ocorre diligência contábil financeira. A Apex tem dívida bruta de R$ 986 milhões, segundo a decisão judicial, e reúne negócios de gestão de ativos, distribuição de valores mobiliários, investment banking, real estate, private equity e venture capital.
🔍 A tutela cautelar é um pedido judicial de proteção temporária, usado antes ou durante uma ação principal, para evitar prejuízo enquanto a disputa é resolvida.
Além do prazo de 60 dias para as execuções, o juiz determinou 30 dias para a apresentação de um pedido formal de recuperação judicial e 20 dias para um laudo sobre as condições operacionais do grupo.
Leia também: Caso ‘Master capixaba’: mercado vê rombo multimilionário em operação da Apex Partners para compra da CVC
Em comunicado publicado no LinkedIn, a Apex Partners afirmou que a medida “não se trata de recuperação judicial” e que se trata de uma “tutela cautelar para proteger as atividades da empresa até que a auditoria externa seja concluída”. A empresa disse ainda acreditar “fortemente nas atividades exercidas nas suas unidades de negócio”.
Segundo a companhia, a decisão judicial não alcança os patrimônios segregados dos fundos de investimento, os patrimônios fiduciários vinculados a certificados de recebíveis nem os patrimônios de afetação das sociedades de propósito específico, o que preserva os recursos de terceiros. A Apex também classificou os valores mencionados na ação como obrigações de longo prazo, não vencidas nem imediatas.
A decisão judicial, no entanto, já prevê prazo para o pedido formal de recuperação judicial, o que não aparece no texto divulgado pela empresa aos investidores.

Leia também: Apex Partners reconhece dívida de R$ 985 milhões e recorre à Justiça antes de recuperação judicial
Em julho, a Apex deixou de pagar uma parcela de R$ 7,9 milhões ao grupo Gazin. O grupo também tem um saldo de R$ 452,1 milhões em debêntures emitidas pela Rhino Securitizadora, com garantia em ações da própria BRM Apex Investimentos e da Apex Partners. Conforme o pedido protocolado na Justiça, há vencimentos e obrigações de pagamento dessas debêntures nas próximas semanas, sem caixa disponível para honrá-los.
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Siga o Times | CNBCA empresa alega que o pedido de tutela busca impedir uma corrida de credores e investidores capaz de provocar, em poucos dias, a perda irreversível de patrimônio do grupo.
Leia também: “Aparentemente, o freio da Apex falhou”, diz Roberto Luis Troster sobre caso Apex-CVC
A Apex Gestão de Ativos, gestora que integra o grupo, detém participação de 15% no capital da agência de viagens CVC por meio de um de seus fundos. Da posição nominal de R$ 261,5 milhões em ativos em carteira no fim de junho, apenas R$ 190,1 milhões seriam recuperáveis em caso de desinvestimento, segundo o pedido judicial.
O crescimento da Apex nos últimos anos veio de aquisições como a gestora Carbyne Investimentos, a Stark Investment Banking, de Santa Catarina, a boutique Propósito, e as gestoras de multifamily office Potenza e Redoma, com o objetivo declarado de formar um banco de investimento regional. O grupo foi fundado em 2013 e estava em processo de constituição de uma DTVM 🔍 antes da crise atual.
🔍 DTVM é a sigla para Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, instituição financeira autorizada a intermediar operações no mercado de capitais.
O pedido de tutela cautelar solicita ainda a extensão da proteção judicial aos sócios da Apex, que possuem R$ 201,7 milhões em créditos bancários com aval pessoal junto ao Sicoob, ao BTG Pactual e ao Daycoval.
A crise se agravou nesta semana, quando a Apex afastou Fernando Antonio Kulnig Cinelli da presidência da sociedade e do conselho de administração, além de Eduardo Siqueira da diretoria financeira. Segundo a empresa, o afastamento dos dois executivos poderia disparar o vencimento antecipado de dívidas do grupo. A Apex contratou auditoria externa para revisar o exercício de 2025 e realizar auditoria completa do período de 2026.
“O empresário Fernando Antonio Kulnig Cinelli, fundador da Apex Partners, está dedicado e comprometido a contribuir da melhor forma para a preservação da companhia, seus investidores e acionistas. Com o gesto, ele demonstra sua disposição em esclarecer todas as questões levantadas com total transparência e idoneidade”.
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