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Ibovespa engata sequência de altas, se recupera de agosto fraco e mira novas máximas históricas

Publicado 07/09/2026 • 09:01 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Ibovespa teve o segundo melhor desempenho semanal do ano na última semana de pregão
  • Fundamentos das empresas brasileiras ainda sustentam espaço para novas altas, avalia gestor
  • Eleição presidencial e crise no STF são riscos que podem elevar a volatilidade da bolsa

O Ibovespa voltou a ganhar força depois de um agosto de forte deterioração e engatou uma sequência de altas que vem renovando máximas históricas. A recuperação recolocou o principal índice da bolsa brasileira no radar dos investidores e pode influenciar a estratégia de alocação de recursos nas próximas semanas.

Na última sexta-feira (4), o índice fechou o pregão com leve queda, mas encerrou a semana com o segundo melhor desempenho semanal do ano. O movimento reabriu o debate entre investidores sobre a conveniência de manter posições, ampliar a exposição à bolsa ou realizar lucros diante das máximas recentes.

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Ibovespa ainda tem espaço para subir, avalia gestor

Lucas Sigu, sócio fundador da Ciano Investimentos, avaliou que o mercado brasileiro segue oferecendo oportunidades, apesar da volatilidade típica da bolsa local. Segundo ele, a análise da gestora se concentra nos fundamentos das companhias e nas razões por trás dos resultados apresentados, sejam bons ou ruins.

Para investidores que compreendem esses fundamentos, Sigu afirmou que o momento atual é favorável para entrar no mercado, mesmo após a recuperação recente. Ele disse acreditar que o Ibovespa ainda tem espaço para subir, sustentado pelos resultados das empresas de maneira geral, incluindo companhias que enfrentam maior endividamento em razão do patamar da Selic.

Eleição e crise no STF podem elevar volatilidade

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Questionado sobre o impacto da eleição presidencial, marcada por uma disputa acirrada entre Lula e a oposição liderada por Flávio Bolsonaro, Sigu reconheceu que o cenário político pode gerar oscilações relevantes no curto prazo. Segundo ele, pesquisas eleitorais recentes já motivaram um rally na bolsa na semana anterior, refletindo a indefinição do quadro eleitoral.

Para investidores mais avessos à volatilidade, o gestor recomendou cautela, já que o resultado das eleições segue incerto e pode direcionar a política econômica em sentidos distintos, entre maior ou menor liberalismo e diferentes trajetórias para os juros. Já para quem adota uma visão de mais longo prazo, ele avaliou que o momento ainda é oportuno para aproveitar preços atrativos, mesmo diante de possíveis quedas ao longo do caminho.

Sobre a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal, Sigu afirmou que se trata de um processo que se arrasta há anos e que já está, em boa parte, precificado pelo mercado. Segundo ele, o que ainda não estaria totalmente precificado seria um desfecho mais concreto, como um eventual impeachment de algum ministro, movimento que, na visão do gestor, tenderia a ser recebido de forma positiva pela bolsa.

Selic e capital estrangeiro devem seguir no radar

Sigu também comentou o cenário de juros nos Estados Unidos, com atenção aos dados de inflação ao consumidor e ao produtor que devem ser divulgados nesta semana. Segundo ele, o fluxo de capital estrangeiro tem impacto mais relevante sobre o Ibovespa do que a própria taxa Selic, fator que, segundo o gestor, ficou evidente em estudo recente conduzido pela gestora com uso de ciência de dados.

O gestor afirmou esperar manutenção da taxa de juros americana, com chance de alta pontual caso o Federal Reserve busque conter pressões inflacionárias. No Brasil, Sigu projetou queda da Selic para o patamar de 13%, em movimentos graduais de 0,25 a 0,5 ponto percentual ao longo das próximas três reuniões do Comitê de Política Monetária.

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