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Situação na Venezuela faz bolsas da Europa baterem recorde; entenda
Publicado 05/01/2026 • 14:59 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 05/01/2026 • 14:59 | Atualizado há 10 meses
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As bolsas da Europa encerraram a sessão desta segunda-feira (5) em alta, diante dos desdobramentos da operação militar dos Estados Unidos na Venezuela.
O movimento ocorreu em um dia de agenda econômica local esvaziada, com o foco voltado para potenciais impactos geopolíticos e seus reflexos sobre mercados globais, especialmente commodities e setores mais sensíveis a riscos, fazendo o setor de defesa disparar mais de 3%.
Os mercados de Londres e Frankfurt renovaram recordes de fechamento, enquanto o Stoxx 600 avançou para máxima inédita.
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,54%, a 10.004,57 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 1,29%, a 24.856,32 pontos, depois de bater também maior nível histórico a 24.860,78 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,2%, a 8.211,50 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 1,04%, a 45.847,32 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,82%, a 8.469,61 pontos.
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O índice pan-europeu Stoxx 600 subia 0,94%, aos 601,75 pontos, por volta das 13h55 (de Brasília) ultrapassando a marca de 600 pontos pela primeira vez, segundo o Investing.com. Na marcação, o Ibex 35 subia 0,7% em Madri, a 17.614,40 pontos, caminhando para renovar recordes de máxima e fechamento. As cotações são preliminares.
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Siga o Times | CNBCAnalistas avaliaram que a retirada de Nicolás Maduro do poder na Venezuela tende a ter impacto econômico limitado no curto prazo. Para a Capital Economics, “os mercados parecem ter absorvido a intervenção dos EUA na Venezuela de forma relativamente tranquila”.
Já o Saxo Bank destacou que, mesmo em um cenário político mais favorável, a retomada relevante da produção de petróleo venezuelano demandaria anos, dada a necessidade de investimentos, equipamentos e reconstrução de infraestrutura.
Em meio a volatilidade nos preços do óleo após a crise na Venezuela, o setor petroleiro europeu se recuperou ao longo do dia e subiu 0,8%. Contudo, as ações da Shell (-0,78%) e da BP (-0,61%), em Londres, não sustentaram alta e fecharam em queda.
Entre as ações, o principal destaque ficou com o setor de defesa (+4,1%), que reagiu ao aumento das tensões geopolíticas, com a alemã Rheinmetall (+9,36%), a Hensoldt (+8,18%) e a italiana Leonardo (+6,25%) com altas expressivas.
Também avançaram mineradoras listadas em Londres, beneficiadas pela valorização do ouro em meio à busca por ativos considerados mais seguros. A alta dos metais básicos e preciosos ainda fez o subíndice europeu de recursos básicos subir 2,3%.
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