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Dólar cai em fevereiro e recua quase 6,5% no ano; o que esperar da moeda nos próximos meses?

Publicado 27/02/2026 • 22:03 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • O dólar à vista fechou fevereiro com desvalorização de 2,16%. No acumulado de 2026, a moeda já recua 6,47%.
  • Para especialistas, a tendência de dólar mais fraco pode continuar enquanto o fluxo estrangeiro seguir consistente.
  • Para março, especialistas enxergam espaço para novas quedas, especialmente em um cenário sem surpresas negativas domésticas ou choques de aversão ao risco global.

O dólar à vista fechou em queda de 0,10% nesta sexta-feira (27), a R$ 5,13, e encerrou fevereiro com desvalorização de 2,16%. No acumulado de 2026, a moeda já recua 6,47%. No dia, a cotação oscilou entre R$ 5,12 e R$ 5,17.

O movimento de queda em fevereiro foi atribuído, por analistas ouvidos pelo Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, a uma combinação de fatores domésticos e externos. Entre os vetores citados, estão a entrada de capital estrangeiro, o diferencial de juros favorável ao Brasil e um ambiente global que estimulou diversificação para além de ativos em dólar.

Leia também: Dólar fecha em R$ 5,12 com quinta queda consecutiva; menor valor desde maio de 2024

O que puxou o real em fevereiro

Para Alex André, economista e head de corporate access da MZ Group, o principal motor da valorização do real tem sido o fluxo estrangeiro. “O que está fazendo preço desde o começo do ano é o fluxo estrangeiro”, afirma. Segundo ele, a entrada de recursos tem sido “recorrente e contínua”, o que mantém o dólar pressionado para baixo mesmo diante de ruídos domésticos.

Alex também destaca que o juro real elevado e o processo de desinflação reforçam o suporte ao câmbio. Na avaliação dele, riscos como fiscal e eleição ainda não “fazem preço” e podem ganhar peso mais à frente, mas, por ora, o fator dominante segue sendo o ingresso de capital.

Na mesma linha, Marcos Weigt, diretor de tesouraria do Banco Travelex, afirma que o recuo do dólar no mês refletiu principalmente o ingresso de investidores de fora na bolsa e aumento da oferta de moeda no mercado.

Ele também destaca o efeito do carry trade, com a Selic em patamar elevado enquanto os EUA caminham para juros mais baixos (além de um dólar global mais fraco e fluxo comercial positivo), com exportações e superávit sustentando a entrada estrutural de divisas.

Já André Galhardo, economista-chefe da Análise Econômica, avalia que o real engatou mais um mês de ganhos por fatores internos e externos. Lá fora, ele cita que a decisão da Suprema Corte dos EUA de revogar parte do “tarifaço” ajudou países com forte relação comercial com os americanos, embora tensões geopolíticas e a resiliência da economia dos EUA tenham limitado perdas maiores do dólar.

No Brasil, Galhardo aponta a expectativa de início de cortes de juros em março, mas com desinflação mantendo os juros reais elevados e sustentando fluxo para o país.

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O que esperar do dólar para os próximos meses?

Para Alex André, a tendência de dólar mais fraco pode continuar enquanto o fluxo estrangeiro seguir consistente. No cenário externo, ele avalia que as incertezas envolvendo a política econômica e comercial dos Estados Unidos, especialmente medidas relacionadas a tarifas e intervenções que aumentam a percepção de instabilidade, estimulam a diversificação global de investimentos para mercados emergentes.

“Cada vez que o Trump faz esse tipo de movimento, isso acaba trazendo benefícios para o Brasil como opção de investimento”, diz.

Ainda assim, ele pondera que riscos domésticos, como a trajetória fiscal e o ambiente eleitoral, podem ganhar peso ao longo do ano e eventualmente pressionar o câmbio.

Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, diz que, para março, o câmbio ainda encontra respaldo nos fundamentos, como diferencial de juros, fluxo de capitais e dinâmica global do dólar. Para ele, ainda haveria espaço para novas quedas, especialmente em um cenário sem surpresas negativas domésticas ou choques de aversão ao risco global.

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