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Fundos Imobiliários superam 3 milhões de investidores e marcam novo momento para o mercado
Publicado 23/02/2026 • 20:47 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 23/02/2026 • 20:47 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Os fundos imobiliários ultrapassaram a marca de 3 milhões de investidores no Brasil, consolidando um novo estágio para essa classe de ativos mesmo em um cenário de juros ainda elevados. Para Fernanda Rocha, assessora de investimentos da Monte Bravo e notável da Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o movimento representa um ponto de inflexão impulsionado pela expectativa de queda da Selic e pelo amadurecimento do mercado.
Segundo ela, o crescimento atual tem raízes no ciclo anterior de juros baixos. “Lá atrás, com a Selic a 2% na pandemia, houve um boom e uma euforia muito grande. Depois o crescimento desacelerou, mas agora, com o início de um novo ciclo de queda, o investidor mais maduro já se antecipa”, afirma. Fernanda destaca que o próprio desempenho do setor ajuda a explicar o retorno do interesse: “O IFIX acumulou cerca de 24% de valorização nos últimos 12 meses, e isso naturalmente volta a atrair investidores”.
Para a especialista, o avanço da base de investidores também passa por uma curva de aprendizado. “É uma classe que já entrou no dia a dia do brasileiro, mas ainda precisa amadurecer na compreensão dos riscos”, diz.
Ela cita fatores como vacância, alavancagem e risco de crédito – especialmente nos chamados fundos de papel – como pontos que exigem atenção. “Entender como os ciclos de juros impactam cada tipo de fundo é essencial. Quando o investidor amadurece essa visão, a classe deixa de assustar e se consolida de forma mais estrutural”, avalia.
Ao analisar os segmentos mais promissores dentro dos FIIs, Fernanda aponta os galpões logísticos como destaque. “Os ativos próximos a regiões estratégicas praticamente não têm vacância nem inadimplência. O setor de logística e abastecimento segue muito pujante, e a demanda é crescente”, afirma.
Ela também vê oportunidades em loteamentos habitacionais. “São ativos pulverizados, com muitos pagadores, o que dilui o risco. Quando olhamos a relação entre risco e retorno, faz bastante sentido”, conclui.
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