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Itaú desbanca Petrobras e lidera pagamento de dividendos em 2025
Publicado 06/03/2026 • 20:51 | Atualizado há 4 meses
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KEY POINTS
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O Itaú Unibanco (ITUB4) voltou a liderar o ranking das empresas que mais remuneraram acionistas na bolsa brasileira em 2025. Após três anos consecutivos de domínio da Petrobras, o banco retomou a primeira posição entre as companhias que mais desembolsaram dividendos e Juros sobre Capital Próprio (JCP) no Ibovespa.
Segundo levantamento da Elos Ayta Consultoria, o Itaú distribuiu cerca de R$ 48,9 bilhões aos acionistas ao longo de 2025. No mesmo período, a Petrobras pagou aproximadamente R$ 45,4 bilhões, ficando na segunda colocação.

O ranking considera apenas os dividendos efetivamente pagos dentro do ano calendário, ou seja, os valores que realmente saíram do caixa das empresas e chegaram aos acionistas.
Esse critério difere dos dividendos anunciados em resultados trimestrais ou aprovados em assembleias, que muitas vezes são pagos apenas meses depois.
Entre 2022 e 2024, a Petrobras liderou com folga a distribuição de dividendos na bolsa brasileira, impulsionada por um ciclo favorável de preços do petróleo e por uma política de remuneração mais agressiva aos acionistas.
O auge desse movimento ocorreu em 2022, quando a estatal chegou a desembolsar cerca de R$ 194,6 bilhões em dividendos e JCP, um valor recorde no mercado de capitais brasileiro.
Nos anos seguintes, os pagamentos continuaram elevados. Em 2023, os desembolsos somaram R$ 98,2 bilhões, enquanto em 2024 chegaram a R$ 100,7 bilhões.
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Siga o Times | CNBCConsiderando um horizonte mais longo, o levantamento mostra que a Vale (VALE3) é a empresa que mais vezes liderou a distribuição anual de dividendos na bolsa desde 2010.
Entre 2010 e 2025, a mineradora aparece cinco vezes no topo do ranking, em dois ciclos distintos do mercado de commodities: entre 2011 e 2013 e novamente em 2020 e 2021, impulsionada pelo superciclo do minério de ferro.
No histórico completo de liderança anual, o ranking fica assim:
O Itaú liderou o ranking em 2017, 2018, 2019 e voltou ao topo em 2025, refletindo a consistência de geração de caixa do setor bancário.
Para a Elos Ayta, a evolução dos pagamentos ao longo do tempo ajuda a ilustrar os ciclos do próprio mercado brasileiro.
Empresas de commodities tendem a liderar em momentos de alta nos preços internacionais, enquanto bancos aparecem com maior frequência em períodos de maior estabilidade econômica e lucros recorrentes.
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