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Ouro atinge novo recorde com tensões globais e incerteza no Fed
Publicado 12/01/2026 • 11:18 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 12/01/2026 • 11:18 | Atualizado há 2 meses
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Ouro
O ouro bateu um novo recorde histórico nesta segunda-feira (12), ao superar pela primeira vez o patamar de US$ 4.600 por onça, impulsionado pela busca por ativos de proteção em meio a riscos geopolíticos e incertezas sobre a política monetária dos Estados Unidos.
O preço do ouro à vista avançou cerca de 2% no início do pregão internacional, segundo dados da LSEG, acumulando alta de aproximadamente 6% no ano. Em 2025, o metal já havia registrado valorização próxima de 65%, o maior ganho anual em décadas.
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Parte do movimento recente do ouro está ligada às investigações envolvendo o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell. Procuradores federais analisam uma reforma de US$ 2,5 bilhões na sede do banco central em Washington e declarações prestadas por Powell ao Congresso.
A possibilidade de mudanças antecipadas no comando do Fed elevou a percepção de risco sobre a política monetária. Analistas avaliam que uma eventual troca na presidência pode abrir espaço para cortes de juros mais rápidos, cenário tradicionalmente favorável ao ouro, que não oferece rendimento.
Além do fator monetário, o ouro também foi impulsionado por novos focos de instabilidade geopolítica. Tensões envolvendo o Irã voltaram ao radar após sinais de que Washington avalia respostas a protestos no país.
Na América do Sul, a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro no início do ano, reforçou o movimento de busca por proteção, mesmo com a leitura de que o episódio teve desfecho rápido.
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Para estrategistas, o ambiente segue favorável ao ouro. O Standard Chartered classificou o metal como um dos ativos de maior convicção para 2026, citando a persistência da incerteza geopolítica e a fragmentação econômica global.
Já o HSBC avalia que o movimento pode levar o ouro a US$ 5.000 por onça no primeiro semestre de 2026, mesmo com aumento da volatilidade. O banco destaca a combinação de demanda por proteção, dólar mais fraco e incerteza fiscal como motores do rali.
O HSBC também aponta que déficits fiscais elevados nos Estados Unidos e em outras economias tendem a sustentar a demanda pelo metal. Bancos centrais devem seguir como compradores líquidos, ainda que em ritmo menor do que o observado entre 2022 e 2024, devido aos preços elevados.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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